Após os casos de contaminação por metanol em bebidas falsificadas, o Governo de São Paulo mantém o gabinete de crise mobilizado em torno das investigações e das medidas de precaução. O DS acompanha também o trabalho realizado pelas unidades do Procon e as Vigilâncias Sanitária do Alto Tietê. A preocupação existe e praticamente todas as cidades da região estão em alerta.
Como resultado das fiscalizações, 9 estabelecimentos foram interditados até quinta-feira (2) no Estado. O número de prisões no ano subiu para 24 após a detenção de duas mulheres com 162 garrafas de uísque falsificadas no município de Dobrada, na região de Araraquara. As bebidas estavam sem documentação fiscal e possuíam rótulos desconhecidos no Brasil.
As operações, conduzidas em conjunto pelas secretarias da Saúde, Segurança Pública, Fazenda e Justiça, têm caráter cautelar e investigam o possível envolvimento desses locais com a comercialização de produtos adulterados. As vistorias abrangem bares, adegas e distribuidoras em diferentes municípios.
Na região ainda não há casos, mas a preocupação sempre existe. No total, mais de mil garrafas foram apreendidas para análise nas operações da semana no Estado. Na quinta (2), 1,8 mil lacres falsos foram apreendidos na capital e 162 garrafas de uísque e rótulos falsificados foram apreendidos em Dobrada, em Araraquara. Além disso, foram localizadas 17,7 mil unidades em uma fábrica clandestina em Americana na terça-feira (30). Em Barueri, um lote de 128 mil garrafas foi lacrado nesta quarta-feira (1) por ausência de documentação. Somente em 2024, mais de 50 mil garrafas já haviam sido recolhidas pela polícia em ações de combate à falsificação de bebidas alcoólicas.
A Secretaria de Estado da Saúde confirma 11 casos de contaminação por metanol no Estado de São Paulo, sendo um óbito, de um morador de São Paulo.