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Editorial

O valor social do Vivaleite

10 outubro 2025 - 05h00 Por editoracao
O valor social do Vivaleite

Em tempos de alta nos preços e insegurança alimentar crescente, programas públicos que garantem nutrição básica às famílias mais vulneráveis tornam-se ainda mais essenciais. 
É o caso do Vivaleite, iniciativa do Governo do Estado de São Paulo que distribui leite enriquecido para crianças e idosos de baixa renda. Muito além da simples entrega de um alimento, trata-se de uma política de saúde, de educação e de dignidade.
Segundo reportagem do Diário de Suzano, o programa distribui mensalmente mais de 33 mil litros de leite apenas no município, beneficiando 1.324 crianças e 895 idosos. Cada beneficiário recebe 15 litros por mês, quantidade que faz diferença significativa no orçamento doméstico e na qualidade nutricional das refeições. O leite entregue é enriquecido com ferro e vitaminas A e D, o que ajuda a combater a anemia, fortalecer ossos e reforçar o sistema imunológico — benefícios fundamentais especialmente na primeira infância e na terceira idade.
O impacto do Vivaleite, no entanto, vai muito além dos números. Em muitas casas, é o único alimento garantido de forma regular. 
Em um país que ainda convive com a fome e com a desnutrição infantil, a entrega desse leite representa segurança, esperança e cidadania. 
O programa mostra que o Estado pode, sim, fazer diferença direta na vida das pessoas, quando investe em políticas públicas bem estruturadas e fiscalizadas.
Críticas sobre custos ou logística devem servir para aprimorar, e não enfraquecer, a iniciativa. É fundamental que haja transparência na execução, controle na distribuição e constante avaliação de resultados. Mas nada disso deve esconder o mérito do Vivaleite — um projeto que há anos ajuda a equilibrar desigualdades e a promover saúde onde o mercado e o poder de compra não chegam.
Defender o Vivaleite é defender o direito à alimentação adequada. Cada litro entregue é um gesto de amparo social e um investimento em desenvolvimento humano. 
Programas como esse não devem ser vistos como despesa, mas como um compromisso civilizatório: o de garantir que nenhuma criança vá dormir com fome e que todo idoso tenha acesso à nutrição básica. O leite pode parecer simples — mas, para milhares de famílias paulistas, é sinônimo de dignidade.