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Jornal Diário de Suzano - 21/02/2024
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Editorial

Ataque às instituições

10 janeiro 2023 - 05h00

Os principais centros do poder no Brasil, as instituições que marcam a democracia, sofreram ataques no último domingo.
Uma multidão ensandecida, sem qualquer controle, radicais e terroristas, nas palavras das autoridades públicas, - inconformados com o resultado das eleições - levaram o terror aos prédios institucionais. Descontrole total. 
Os ataques deixaram rastros de destruição por todos os lados. Os prejuízos histórico, cultural e financeiro é grande.
Vidros, cadeiras e até objetos históricos do patrimônio brasileiro foram destruídos. As cenas lamentáveis rodaram o Brasil e o mundo. 
Os representantes das instituições, partidos políticos, instituições como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e da imprensa condenaram os atos.
Pediram providências às autoridades. Punição, neste momento, e a segurança serão importantes para que se evitem novos ataques.
Os valores democráticos precisam ser mantidos neste momento. O fato é que as eleições de 2022 se encerraram com o novo chefe do Executivo vitorioso nas urnas e diplomado no mês de dezembro do ano passado.
Dentro da lei, não há mais o que se questionar. Não houve, até o momento, provas contundentes sobre qualquer problema no sistema de votação, um sucesso, até agora, desde 1996. As eleições foram, de fato, referendadas pelas instituições brasileiras e reconhecidas por outras nações do mundo. Não há, portanto, qualquer justificativa convincente para os ataques ocorridos no domingo. Mas, apesar da destruição de parte dos prédios simbólicos, a democracia parece firme. Se mantém sólida. Agora, é buscar a recuperação do que foi destruído para que o País tenha andamento com as instituições Câmara, Senado Federal, Supremo e Planalto sigam aprimorando os rumos do Brasil.
Afinal, as representações políticas são escolhidas em um sistema democrático do qual a população participa a cada dois anos: quando ocorreram eleições gerais (presidente, governador, deputados e senadores) e municipais (prefeitos e vereadores).
Que o País possa voltar a normalidade dentro do sistema democrático garantido o mais importante que são as políticas de atendimento à população. 
E que os mecanismos democráticos possam ser respeitados por todos.
Que o funcionamento das instituições possa ocorrer de forma tranquila, dentro das regras da lei, sem questionamentos rasos.
Afinal o País, em sua jovem democracia, já viveu períodos difíceis. Houve luta para superá-los e foi longa.
A batalha contra o autoritarismo deve seguir para o bem do País.