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Jornal Diário de Suzano - 20/02/2024
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Editorial

Aumento da energia elétrica

25 novembro 2022 - 05h00Por editoracao

Recentemente um estudo da Confederação Nacional da Indústria calcula um prejuízo de mais de R$ 8 bilhões para o País, este ano, por causa do aumento no preço da energia elétrica.
Especialistas explicam que o preço mais alto da energia encarece a produção nas indústrias. Por isso, os produtos também ficam mais caros. O consumidor, que já está pagando mais pela conta de luz, acaba deixando de comprar alguns produtos e toda a economia é impactada.
Ontem, reportagem da Agência Brasil mostrou que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estima que a tarifa de energia elétrica deve subir, em média, 5,6% em 2023. O dado foi apresentado nesta quarta-feira (23) ao grupo de Minas e Energia do governo de transição.
A projeção da agência é que, no próximo ano, sete distribuidoras tenham reajuste superior a 10%; 15 distribuidoras, reajuste entre 5% e 10%; 17 distribuidoras, reajuste entre 0% e 5%; e 13 distribuidoras, reajuste inferior a 0%.
No relatório apresentado durante a reunião com o grupo de transição, a Aneel destacou que os percentuais de reajuste dependem de premissas que podem ser alteradas até a homologação dos processos tarifários.
No encontro com o grupo de Minas e Energia, foram abordados ainda temas como a abertura do mercado livre, a evolução das tarifas, a qualidade do serviço, questões relativas à tarifa social, universalização, qualidade do serviço e satisfação do usuário.
“A Aneel apresentou durante o encontro um panorama das principais questões em discussão no setor elétrico, relativas aos segmentos de geração, transmissão, distribuição e comercialização, além dos temas que estão atualmente em debate que merecem maior atenção da equipe de transição”, informou a agência.
O aumento vai ter um impacto direto no bolso dos consumidores e da população em geral, e não só isso, esse impacto vai repercutir na questão do emprego e das empresas, porque o que acontece, toda empresa usa energia básica, é uma questão de uso de qualquer empresa, seja comércio ou indústria.
A indústria brasileira já convive há tempos com os impactos econômicos do aumento do custo de energia elétrica. E o roubo de energia tem agravado ainda mais esse cenário, uma vez que, além de acarretar riscos de acidentes graves para a população, também onera o consumidor final, uma vez que este desvio é repassado para a tarifa de energia.
De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as fraudes no Brasil são gigantescas, representando mais do que 31,5 mil gigawatts, quantidade suficiente para abastecer o estado de Santa Catarina por um ano, por exemplo. Além disso, segundo a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia, a ligação clandestina é considerada a segunda maior causa de morte no País relacionada à energia elétrica. Esse tipo de ocorrência já foi responsável por um prejuízo de R$ 4,5 bilhões e, se não houvesse esta perda de energia, a tarifa poderia ser aproximadamente 5% menor.