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Jornal Diário de Suzano - 14/04/2024
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Editorial

Carro-forte

09 junho 2017 - 08h00

Os casos recentes, na região, de roubos a carros-fortes acenderam um sinal de alerta na polícia do Alto Tietê. De 2015 até agora, a região já sofreu três ataques contra estes veículos. Só para se ter uma idéia, em maio deste ano, a região sofreu o último ataque a carro-forte, quando bandidos, em um veículo preto, tentaram roubar dinheiro na entrada do Rodoanel, na divisa entre Poá e Suzano. A ação teve perseguição até as proximidades de um posto de combustível na Rodovia Henrique Eroles (SP-66) e troca de tiros, além do apoio do Helicóptero Águia. Outros dois casos aconteceram em julho de 2016 e junho de 2015. Na primeira ocorrência, a tentativa de assalto levou pânico à Rodovia Índio-Tibiriçá (SP-31). Os bandidos agiram com explosivos. A ação também contou com tiroteio, carros queimados e dinamites na pista. Já no último registro, os criminosos explodiram um carro-forte, no Trecho Leste do Rodoanel Mario Covas (SP-21), na altura do quilômetro 123, em Itaquaquecetuba. Neste, como nos outros casos, houve tiroteio. Na edição de ontem, o DS trouxe informação importante mostrando que o Comando de Policiamento de Área Metropolitana Doze (CPAM-12) ganhou reforço de materiais e equipamentos para atuar contra os roubos a carros-fortes ocorridos nas cidades do Alto Tietê. O reforço é fundamental para que a polícia consiga combater os assaltos. Entre os itens enviados pelo Estado ao comando estão fuzis calibre 5.56mm, distribuídos em toda a área de atuação. As armas são utilizadas para maximizar o poder de fogo dos policiais militares e enfrentar os criminosos em igualdade de condições. Ainda de acordo com o CPAM-12, diariamente, são realizadas diversas operações com foco na diminuição dos índices criminais. As operações são ajustadas de forma prática e moderna e têm como metas a tranquilidade da população e o enfrentamento de delitos patrimoniais, especialmente o roubo e o latrocínio. As ações, segundo o comando, são efetuadas, concomitantemente, nos importantes corredores de circulação e áreas de interesse de segurança pública com ações de presença, bloqueios, saturação e visibilidade. A Segurança Pública (SSP) garante que as polícias não têm medido esforços para combater este tipo de roubo, tanto na inteligência policial, quanto no policiamento preventivo e ostensivo. Segundo o Estado, neste ano, a Polícia Civil adquiriu fuzis e carabinas para os grupos especiais, um investimento de R$ 5.833.952,76. O problema é que mesmo assim, a situação se complica por conta dos casos registrados, de bandidos atacando carros-fortes.