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Jornal Diário de Suzano - 21/02/2024
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Editorial

Casos de tuberculose

25 março 2023 - 05h00

O DS trouxe, nesta semana, reportagem mostrando que a Prefeitura de Suzano, por meio do Ambulatório de Tuberculose da Secretaria de Saúde, foi premiada pelo trabalho de identificação de pacientes com tuberculose por meio de busca ativa de sintomáticos nas unidades da rede municipal. O atestado de qualidade do serviço veio do Programa Estadual de Controle da Tuberculose do Estado de São Paulo, que estipulava como ideal a meta de 80% de comprovação dos casos suspeitos após abordagem dos agentes aos pacientes que apresentavam tosse por um período superior a duas semanas.
É muito importante a eficácia para identificação dos casos.
Reportagem da Agência Brasil mostrou nesta sexta-feira (24) que o Brasil registrou, em 2022, 78 mil novos casos de tuberculose – um aumento de 4,9% em relação ao ano anterior. Dados do Ministério da Saúde apontam que Amazonas, Rio de Janeiro e Roraima apresentaram os maiores coeficientes de incidência: 84,1, 75,9 e 68,6 casos da doença para cada grupo de 100 mil habitantes, respectivamente.
Ainda de acordo com a reportagem, o levantamento mostra que, em 2021, o País teve recorde de mortes pela doença – 5 mil no total, maior número identificado nos últimos dez anos. Atualmente, a tuberculose figura como a segunda doença infecciosa que mais mata, atrás apenas da covid-19, além de ser a principal causa de morte entre pessoas que vivem com HIV e Aids.
Segundo informações do Ministério da Saúde, homens de 20 a 64 anos apresentam risco três vezes maior de contrair a tuberculose do que mulheres nessa mesma faixa etária. Além disso, em 2022, o país contabilizou 2,7 mil casos em menores de 15 anos, sendo que crianças de até quatro anos respondem por 37% dessas notificações.
Os números apresentados pelo ministério mostram que, no Brasil, 48% das famílias afetadas de alguma forma pela tuberculose têm gastos com a doença que comprometem acima de 20% da renda. A ministra destacou que o combate à doença não pode ser visto como um projeto setorial ou de um único ministério.
O diretor do departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis, Draurio Barreira Cravo Neto, reforçou que a meta de eliminar a tuberculose até 2030 exige união de esforços. Não será uma secretaria ou um só ministério isoladamente que vão conseguir atingir essa ambiciosa meta, mas perfeitamente factível, afirmou. Segundo ele, do ponto de vista social, o País teve um processo de piora de todos os indicadores sociais nos últimos cinco a seis anos. Com isso, a tuberculose, que é uma doença basicamente por esses determinantes sociais, teve recrudescimento nas taxas de mortalidade, de incidência e mesmo de cura.”