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Jornal Diário de Suzano - 20/04/2024
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Editorial

Delegacia da Mulher

11 agosto 2017 - 05h00
A criação das unidades da Delegacia da Mulher constituiu conquista importante no País. 
A violência contra a mulher não escolhe cor, raça, nível social, econômico ou cultural e não tem hora, dia ou local para acontecer. Geralmente vem acompanhada de aliados como a calada da noite, as quatro paredes, o alcoolismo e outras drogas.
Refletem, na verdade, a triste realidade dos desajustes de homens que não possuem infraestrutura emocional, segundo especialistas.
Ontem, o DS trouxe informação sobre os novos números da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Suzano. Foram instaurados 1.704 inquéritos desde o dia 10 de agosto de 2015, data em que foi inaugurada. 
A unidade policial, voltada ao atendimento das mulheres vítimas de violência, completa dois anos. Os dados são da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP). No período, 46 pessoas foram presas, sendo 28 em flagrante. 
Atualmente, a DDM atende cerca de 100 ocorrências por mês e tem 1,1 mil inquéritos em andamento. 
O número de denúncias cresce conforme as vítimas tomam consciência da DDM. 
Hoje, no País, a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) é a principal legislação brasileira para a enfrentar a violência contra a mulher. A norma é reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma das três melhores legislações do mundo no enfrentamento à violência de gênero.
Além da Lei Maria da Penha, a Lei do Feminicídio, sancionada pela presidente Dilma Rousseff (PT), em 2015, colocou a morte de mulheres no rol de crimes hediondos e diminuiu a tolerância nesses caso.
Mas o que poucos sabem é que a violência doméstica vai muito além da agressão física ou do estupro. A Lei Maria da Penha classifica os tipos de abuso contra a mulher nas seguintes categorias: violência patrimonial, violência sexual, violência física, violência moral e violência psicológica.
Agressões como humilhação, desvalorização moral ou deboche público em relação a mulher constam como tipos de violência emocional.
Especialistas afirmam que o número de casos hoje é maior. O fato de a delegacia ser voltada para mulheres deixam as vítimas mais seguras. Se comparar as ocorrências de violência doméstica registradas nas delegacias comuns, com certeza o índice é maior. Atualmente, tem cerca de 1,1 mil inquéritos só de violência doméstica. É algo que ainda vai aumentar porque muita gente ainda tem receio em denunciar. 
Em Suzano, a Delegacia da Mulher ressalta que a unidade tem elaborado projetos de acompanhamento dos casos de violência doméstica. 
O projeto 'Recomeço', para casais que decidem manter o relacionamento sem violência, já está em prática. É um plano recente, a cada duas semanas cinco casais são recebidos para o diálogo e auxílio de como resolver conflitos sem violência.