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Jornal Diário de Suzano - 21/02/2024
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Editorial

Dengue, Zika e Chikungunya

05 maio 2023 - 05h00

O aumento de casos de Dengue, Zika e Chikungunya no Brasil deixa as cidades do Alto Tietê em alerta. Só para se ter uma ideia, o Ministério da Saúde lançou a campanha nacional de combate às três arboviroses.
Com a mensagem Brasil unido contra a Dengue, Zika e Chikungunya, a pasta alerta para sinais, sintomas, prevenção e controle das doenças, transmitidas por um mesmo vetor, o mosquito, em particular o Aedes Aegypti, popularmente conhecido como pernilongo rajado em razão das listras brancas nas pernas.
O reforço deve chegar também aos municípios do Alto Tietê. A reintrodução do vírus da Dengue no Brasil aconteceu em 1986. Já o Chikungunya foi registrado pela primeira vez em 2014, enquanto o Zika foi identificado no País em 2015.
O Brasil registra epidemias sucessivas de Dengue com intervalos cada vez mais curtos entre os surtos, enquanto Zika e Chikungunya também se mantêm com taxas endêmicas ao longo dos anos.
As cidades da região vão precisar de apoio financeiro do Ministério da Saúde para continuar no combate às doenças provocadas pelo vírus Aedes Aegypti.
Só para se ter uma ideia, este ano, foram investidos mais de R$ 84 milhões na compra de insumos para o controle vetorial. Popularmente conhecido como fumacê, um dos inseticidas usados no controle do mosquito na forma adulta, será distribuído ao longo das próximas semanas após atraso no fornecimento causado por problemas na aquisição pela gestão passada, segundo o ministério. 
A expectativa é que a pasta receba cerca de 275 mil litros do produto ainda neste mês, normalizando o envio aos estados e Distrito Federal.
Dados do Ministério da Saúde indicam que, de janeiro a abril deste ano, houve aumento de 30% no número de casos prováveis de dengue em comparação com o mesmo período de 2022. As ocorrências passaram de 690,8 mil no ano passado para 899,5 mil neste ano, além de 333 óbitos confirmados. Os estados com maior incidência são Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Acre e Rondônia.
“Fatores como a variação climática e aumento das chuvas no período em todo o país, o grande número de pessoas suscetíveis às doenças e a mudança na circulação de sorotipo do vírus são fatores que podem ter contribuído para esse crescimento”, destacou o ministério.
Portanto, é importante intensificar o combate para garantir à população ações contra as doenças.