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Jornal Diário de Suzano - 18/05/2019
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Estrutura sobrecarregada

29 ABR 2019 - 23h59
O DS trouxe, na edição de domingo, reportagem mostrando que a estrutura de saúde, em Suzano, está “no limite” por causa do número de pessoas que precisa de atendimento e a quantidade de psicológicos inferior à demanda.
Segundo a apuração feita pela reportagem, além das vítimas diretamente relacionadas ao massacre na Escola Raul Brasil, há - pelo menos - 1,1 mil pessoas afetadas em algum grau pelo ataque que aguardam na fila da rede municipal de saúde para acompanhamento psicológico.
A estrutura da Prefeitura de Suzano não consegue dar conta da grande quantidade de pessoas e precisa de ajuda do Estado.
Na reportagem, o secretário municipal da saúde de Suzano, Luis Cláudio Rocha Guillaumon, queixou-se, esta semana, que a estrutura de saúde está chegando "no limite" e que inclusive uma psicóloga pediu afastamento por exaustão. 
A situação é, sem dúvida, muito complicada e requer providências a serem tomadas, principalmente, com parceria e ajuda dos governos estadual e federal.
Só para se ter uma ideia, dos 14 psicólogos da rede municipal, metade está deslocada para atendimento exclusivo às vítimas do massacre.
Segundo Guillaumon, a fila se deve ao número insuficiente de profissionais na rede para o atendimento das vítimas que buscam apoio psicológico do município. Por dia, afirma ele, de dez a 20 novos pacientes com sequelas psicológicas ligadas ao massacre procuram diariamente os serviços de saúde da prefeitura. 
Diante da alta demanda de pacientes e do número insuficiente de profissionais de saúde, Guillaumon afirma que um acordo com a Secretaria Estadual da Saúde vai garantir a contratação de 40 psicólogos via Hospital das Clínicas de Suzano.
A celebração de um convênio é, sem dúvida, necessário para não deixar de atender as inúmeras pessoas na fila de espera.
Após o convênio entre a Prefeitura de Suzano e o Governo do Estado - que visava a contratação de 40 psicólogos para atuar no caso da escola - não prosperar, o governo estadual propôs a vinda dos profissionais através de contratação no HC de Suzano.
A contratação por meio do convênio não vingou por conta de burocracias jurídicas. Ou seja, ocorreu impedimentos jurídicos que inviabilizaram o processo.
Então é preciso encontrar saídas. Os 40 profissionais deverão sanar a fila de espera pelo atendimento psicológico na cidade. Segundo a Prefeitura, cerca de 1,1 mil pessoas aguardam apoio psíquico no município. Além disso, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) recebem diariamente 20 atingidos (diretamente ou indiretamente) pela tragédia. 
O CAPS tem hoje 14 psicólogos disponíveis. Desses, sete estão designados a atender as demandas do Raul Brasil. No total, 185 pessoas envolvidas diretamente no caso estão sendo atendidas pela Prefeitura.
É importante que soluções sejam encontradas para garantir o atendimento. A preocupação por parte desses pacientes é grande porque temem não serem atendidos.

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