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Jornal Diário de Suzano - 18/04/2024
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Editorial

Hemodiálise

23 julho 2017 - 05h00
Os serviços de hemodiálise em Suzano e em Mogi continuam ameaçados. Os Institutos de Nefrologia das duas cidades correm o risco de fechar as portas por conta da falta de repasses do Ministério da Saúde.
De 2010 a 2017, o Ministério deu 23,4% de reajuste ao setor, enquanto a inflação subiu 53,29%. Diante deste cenário, a principal questão é que os gastos não acompanham a quantidade de repasses enviados.
Por conta disso, a Associação de Renais Crônicos do Alto Tietê (Arcat) está se mobilizando com a elaboração de um abaixo-assinado. O objetivo é encaminhar o documento ao Ministério da Saúde e para a pasta estadual. Até o momento, cerca de 10 mil assinaturas foram coletadas.
Além disso, a associação quer debater o assunto com o Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) e com os vereadores da região. O objetivo é buscar apoio para que os pacientes, que dependem do serviço, não sejam prejudicados.
A unidade suzanense atende 251 pessoas, enquanto Mogi conta com 301 pacientes. A média de atendimento varia mensalmente, isso porque há realização de transplantes de rins, recuperação do órgão ou falecimentos. 
O repasse da União é de R$ 194 por paciente, mas a sessão de diálise custa ao Instituto R$ 278. O valor reposto pelas unidades pode parecer pequeno, R$ 84 por paciente, mas os prejuízos são grandes quando se compara ao número de sessões, cerca de 13 por mês.
Com relação à questão, a Câmara Técnica de Saúde do consórcio tem acompanhado a problemática que envolve o serviço na região e discutido soluções para minimizar os problemas e melhorar o atendimento aos pacientes. O consórcio disse que recebeu um ofício da associação regional e que uma agenda será marcada para que o assunto possa ser debatido.
A situação das unidades é realmente preocupante. As famílias dos pacientes estão ajudando na mobilização para colher assinaturas e tentar sensibilizar o Ministério da Saúde para que os repasses aumentem.
É necessário que o governo federal tenha ciência dos desdobramentos que a falta deste atendimento pode provocar nas cidades e também na rotina dos pacientes.