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Jornal Diário de Suzano - 14/04/2024
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Editorial

Lista de devedores

18 outubro 2017 - 05h00
O desemprego elevado e a instabilidade causada pela crise política ainda provocam oscilações no comportamento dos consumidores paulistanos, que seguem pouco estimulados a tomar crédito diante das incertezas. Após duas quedas consecutivas, o nível de endividamento voltou a subir em julho e 50,6% das famílias paulistanas declararam ter algum tipo de dívida, crescimento de 0,9 ponto porcentual na comparação com o mês anterior (49,7%). No comparativo com julho do ano passado, quando a proporção era de 49,2%, houve alta de 1,4 ponto porcentual no número de endividados.
Em números absolutos, o total de famílias endividadas passou de 1,925 milhão em junho para 1,959 milhão no mês atual, sendo que em julho de 2016 esse número era de 1,893 milhão. Comparando julho ano a ano, o aumento de famílias endividadas foi de quase 66 mil. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
Na edição de ontem, o DS divulgou reportagem mostrando que setembro se encerrou com a inclusão de 6.707 nomes no Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). 
O número é 12,5% maior que o registro do mês anterior, agosto, quando o órgão inseriu 5.959 suzanenses ao sistema. Ao todo, 70.070 nomes já foram incluídos entre janeiro e setembro deste ano. Os dados são da Associação Comercial e Empresarial (ACE) de Suzano e ainda traz algum tipo de preocupação.
Em comparação a 2016, o último mês contou com menos inserções. No ano passado, 7.948 nomes estiveram no SCPC em setembro. O período também registrou menos exclusões de débitos. Em 2017, 41.222 dívidas foram retiradas SCPC. Já no ano passado, 46.556 foram excluídas. O mês de janeiro lidera a lista com mais pedidos de exclusão mediante o acerto de contas. 
Setembro também configura como o segundo mês de mais acessos de consulta ao SCPC, quando o comerciante verifica a credibilidade do comprador. Foram 54.836 visitas perdendo apenas para agosto, que registrou 55,1 mil acessos neste ano.
A ACE também disponibilizou dados sobre as consultas de cheques. No último mês foram verificados 46.164 pagamentos. O número cresceu em comparação ao nono mês de 2016, quando houve 45.833 análises. Contudo, a taxa de cheques devolvidos caiu de 11.423 para 9.731 devoluções. 
Mesmo com a economia começando a esboçar um processo de recuperação, o brasileiro ainda não sente no bolso os efeitos práticos desse processo de melhora gradual, garantem especialistas. Apesar de inflação e juros mais baixos, a atividade econômica ainda não ganhou tração. O desemprego continua elevado e a renda do brasileiro segue deprimida.