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Jornal Diário de Suzano - 26/05/2024
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Editorial

Meio ambiente em questão

15 janeiro 2023 - 05h00Por editoracao

As secretarias municipais de Meio Ambiente das cidades do Alto Tietê têm compromisso com a preservação. Um desafio, entretanto, também preocupa: a quantidade de invasões em áreas ambientais. Os setores de fiscalização realizam trabalho importante para tentar garantir o máximo possível de áreas preservadas.
Com a mudança no Ministério do Meio Ambiente, no novo governo Lula, há uma expectativa de apoio por parte do governo federal.
Nesta semana, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marina Silva, concedeu entrevista importante à TV Brasil e disse que o País precisa se apressar para recuperar o tempo perdido nos últimos anos, quando a política ambiental não era prioridade para o governo federal.
Ela afirmou que o país precisará buscar recursos de fora para retomar ações de preservação do meio ambiente. “Vamos buscar doação da filantropia. Quando estive no Egito [durante a COP27, conferência da ONU sobre mudanças climáticas], me reuni com altos representantes da filantropia global e alguns virão ao Brasil para negociar aporte de recursos”, afirmou.
Entre as entidades interessadas em cooperar estão a Fundação Earth Alliance, presidida pelo ator Leonardo diCaprio, e a Bezos Earth Fund, criada por Jeff Bezos, dono da gigante varejista Amazon.
O País reabriu recentemente o Fundo Amazônia, que conta com doações de outros países para combate ao desmatamento na região, bem como no apoio a pesquisas e atividades produtivas sustentáveis. Alemanha e Noruega são os atuais parceiros do fundo, que poderá contar com o Reino Unido em futuro breve.
Ainda na entrevista à TV Brasil, Marina disse que o dinheiro retido no fundo atualmente, R$ 3 bilhões, será utilizado de forma emergencial para ações de gestão, fiscalização e monitoramento. Ela adiantou que irá ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, a fim de buscar mais recursos para preservação ambiental no Brasil. “Vou para o fórum econômico global, em Davos, e lá vou prospectar mais recursos da iniciativa privada e da filantropia global”.
Entre os primeiros esforços do MMA está a transição do Brasil para uma economia de baixo carbono. Essa questão foi citada pela própria ministra ainda no período de transição de governo, em dezembro. Ela explicou que a União Europeia adotou novas regras sobre o tema e se o Brasil não se adequar, poderá prejudicar a indústria exportadora nacional.
É importante, neste momento, que seja reforçado o vínculo com as cidades no sentido de que a preservação ambiental comece na base.