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Jornal Diário de Suzano - 20/02/2024
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Editorial

Mudanças climáticas

08 novembro 2022 - 05h00

A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas deste ano, a COP27, acontece em um cenário de diferentes crises globais.
Os efeitos múltiplos desencadeados pela Covid-19 e a invasão da Ucrânia pela Rússia fizeram os preços da energia alcançarem recordes de alta. Ao mesmo tempo, desastres climáticos sem precedentes causam abalos devastadores e generalizados. Níveis históricos de chuvas, calor, secas, incêndios e tempestades vêm atingindo praticamente todas as partes do mundo.
Conter as mudanças climáticas a partir de mecanismos aplicáveis globalmente é o principal objetivo do evento. 
A COP-27 é o evento mais importante e o maior já realizado sobre o tema das mudanças climáticas. A 27ª edição, a COP-27, acontece entre os dias 6 e 18 de novembro de 2022 em Sharm El Sheikh, no Egito.
Ontem, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, defendeu um “pacto de solidariedade climática” entre os países participantes da conferência. Segundo ele, essa é a alternativa que resta para evitar, como consequência, o “suicídio coletivo” do planeta.
“Nosso planeta está se aproximando rapidamente do ponto de inflexão que tornará o caos climático irreversível. Estamos em uma estrada para o inferno climático com o pé no acelerador”, disse Guterres no discurso de abertura das atividades desta segunda-feira no Egito. 
Ele defendeu que, durante os trabalhos da COP27, seja feito um “pacto histórico de solidariedade climática” entre economias desenvolvidas e emergentes. Esse pacto implica, disse, a ampliação de esforços para reduzir, na atual década, as emissões mantendo, dessa forma, os países em linha com a meta de limitar o aquecimento global a 1,5º acima das temperaturas pré-industriais.
A importância das COPs para a agenda climática está no potencial dessas reuniões para negociações em prol de medidas para a contenção da crise climática em escala global. 
Foram nessas reuniões que tratados como o Protocolo de Kyoto (1997), que visa a redução da emissão de gases de efeito estufa (GEE) e estabeleceu o mercado de carbono, e o Acordo de Paris (2015), em que os países concordaram em tentar limitar o aquecimento global a 1,5°C, foram adotados, por exemplo.
Especialistas vêm alertando: o aumento médio da temperatura e das mudanças nos regimes de chuva observadas nas últimas décadas está intimamente ligado ao aumento dos casos de doenças tropicais, em especial da dengue. 
De acordo com um boletim de setembro do Ministério da Saúde do País, em 2022 os registros dessa doença tiveram um aumento de 189% em relação ao mesmo período de 2021. Em números absolutos, neste ano estima-se que mais de 1 milhão e 300 mil casos de dengue ocorreram no País.