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Jornal Diário de Suzano - 20/10/2017
mrv

Para salvar o hospital

29 SET 2017 - 05h00
A Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que um hospital é um organizador de caráter médico-social, que deve garantir assistência médica, tanto curativa como preventiva, para a população, além de ser um centro de medicina e pesquisa.
É o local onde se fazem as maiores intervenções de saúde nos indivíduos com situação de agravo à saúde, de média e alta complexidade.
Além da atenção especial à enfermidades, com diagnóstico, tratamento, reabilitação e atendimento de emergências, o ambiente hospitalar ainda se ocupa com a prevenção, que é o controle de doenças infecto-contagiosas, a saúde ocupacional e a promoção à saúde, por exemplo.
Por tudo isso, por toda a importância, é preciso manter o Hospital de Poá.
A situação se agravou à medida que a Prefeitura anunciou que não terá mais condições de manter a unidade, cujo custo é de R$ 4 milhões por mês.
Ontem, pela primeira vez na história de Poá, um prefeito foi recebido no Gabinete da Presidência da República para tratar de assuntos da cidade, entre as quais o hospital.
O prefeito Gian Lopes (PR) foi recebido ontem pelo presidente da República, Michel Temer (PMDB), em seu gabinete, para solicitar recursos para que o Hospital Municipal Guido Guida não seja fechado.
Foi mais uma tentativa para garantir o atendimento aos moradores da cidade que correm sério risco de ficar sem o atendimento.
Na opinião do prefeito, a reunião foi muito produtiva. Foi entregue relatório demonstrando a situação do hospital e pedindo a destinação de recursos para Poá para que assim a unidade de saúde possa permanecer de portas abertas. 
Agora é preciso aguardar o que vem por aí. A tentativa é válida.
O Hospital de Poá conta com 24 leitos e atende, por ano, 150 mil pessoas, sendo que 35% deste público é de outras cidades da região como: Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Suzano e até de moradores do extremo leste da Capital (leia reportagem completa na página regional). 
Entre as tentativa de conseguir ajuda financeira para manter o Hospital de Poá, o prefeito Gian Lopes já esteve no Palácio dos Bandeirantes e na Secretaria de Estado da Saúde para apresentar a situação difícil pela qual passa a cidade que corre o risco de fechar a unidade, devido ao corte no repasse do Imposto Sobre Serviços (ISS) à Prefeitura. 
Com a votação no Congresso foi alterada a forma de recolhimento do imposto. 
Hoje é feito pela cidade onde a empresa tem sede, mas passará a ser cobrado no local de prestação do serviço. No município de Poá, o Itaú representa aproximadamente 40% de toda a receita corrente. 
As tentativas do prefeito Gian Lopes são importantes, porque cada vez mais mostra uma grande preocupação da atual administração com o momento difícil em relação às finanças.

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