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Jornal Diário de Suzano - 25/02/2024
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Editorial

Recuperação do Pinheiros

22 dezembro 2022 - 05h00

A despoluição de rios de São Paulo, sobretudo Tietê e Pinheiros, tem sido um dos grandes desafios das administrações.
O volume de resíduos despejados diariamente nesses locais preocupa. No entanto, há investimento para combater a poluição.
O Governo de São Paulo considera, por exemplo, bem sucedido todo o investimento no combate da ‘sujeira’ despejada no Rio Pinheiros.
Nesta semana entregou a Unidade de Recuperação Jaguaré, uma das cinco estações de tratamento de esgoto do Novo Rio Pinheiros para córregos em áreas com ocupações informais. 
Com isso, o programa chega a 2,8 mil litros de esgoto tratado por segundo – o equivalente ao esgoto de uma cidade como Curitiba. Na sequência, o governador Rodrigo Garcia visitou o Parque Bruno Covas e as obras da Usina São Paulo que será recuperada com um projeto de lazer para a revitalização das margens do rio.
Segundo o governo estadual, o Pinheiros era considerado um rio morto e foi preciso toda a dedicação do Governo do Estado de São Paulo para tirar esse projeto do papel e devolvê-lo à cidade. 
Segundo o Estado, hoje existe mais de 600 mil residências com esgotamento sanitário ligado à Sabesp. 
O governo estadual realizou a concessão das margens e em breve terá a Usina São Paulo requalificada com restaurantes, bares, escritórios e diversas opções de lazer e entretenimento para toda a população. 
A solução é uma inovação implantada pelo programa para tratar a água diretamente nos córregos em áreas com ocupações informais onde não é possível a passagem da rede coletora de esgoto. Desde o início do programa, um volume equivalente a 23 mil piscinas olímpicas de esgoto deixou de chegar ao Pinheiros. Foram conectados mais de 650 mil imóveis e 1,9 milhão de pessoas beneficiadas. A meta foi atingida por meio modelos de contratos inovadores com pagamento das empreiteiras por performance, ou seja, pelos resultados efetivamente apresentados na despoluição do rio.
É importante que rios, como o Pinheiros receba investimento. Agora resta saber se o Tietê vai conseguir garantir também a limpeza necessária, afinal muitos municípios recebem o rio. Somente no Alto Tietê, municípios como Salesópolis, Suzano e Mogi das Cruzes são ‘cortados’ por esse importante rio. No Rio Pinheiros, paralelo aos trabalhos de saneamento, ocorrem também a manutenção da área com a retirada, até o momento, de 89 mil toneladas de lixo flutuante com o uso de barcos; o desassoreamento, trabalho para aprofundar o leito, de 815 mil m³ de sedimentos e a contenção de seis quilômetros de margem.