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Jornal Diário de Suzano - 19/05/2024
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Editorial

Taxa de mortalidade infantil

05 janeiro 2023 - 05h00

A taxa de mortalidade infantil é um indicador social representado pelo número de crianças que morreram antes de completar um ano de vida a cada mil crianças nascidas vivas no período de um ano. 
É, sem dúvida, um número muito importante para reforçar a política pública de saúde para atender a esse público infantil.
Nesta quinta-feira (5), o DS divulga os dados dos municípios do Alto Tietê. 
É um importante indicador da qualidade dos serviços de saúde, saneamento básico e educação de uma cidade, país ou região.
A taxa de mortalidade infantil é expressa por mil. Especialistas afirmam que as causas da mortalidade infantil são diversas.
Mesmo sendo um índice importante, medir a mortalidade de bebês traz implícito um incômodo, pois é um questionamento a respeito da responsabilidade que sociedade e Estado possuem nesse quadro. Os principais fatores que promovem a mortalidade infantil são a falta de assistência e de instrução às gestantes; ausência de acompanhamento médico; deficiência na assistência de saúde; desnutrição; ausência de políticas públicas efetivas em educação; ausência ou deficiência no saneamento básico.
Segundo especialistas, esse último fator é ainda mais agravante quando a água e esgoto não tratados provocam a contaminação da água e, por consequência, dos alimentos, ocasionando doenças como a hepatite, malária, febre amarela, cólera, diarreia, entre outras. Essas doenças em conjunto com quadros de desnutrição são fatais.
Esse é um problema social que ocorre em escala global, no entanto, as regiões pobres são as mais atingidas pela mortalidade infantil.
Conforme dados do Fundo de População das Nações Unidas (Fnuap), a taxa de mortalidade infantil mundial é de 45 óbitos a cada mil crianças nascidas vivas. Esses dados estão em constante declínio, visto que há 20 anos o número de mortes de crianças com menos de 1 ano era de 65 para a mesma quantidade de nascidas vivas.
Mas, segundo especialistas, é importante destacar que essa redução não ocorre da mesma forma em todos os países. Nas nações desenvolvidas economicamente, a taxa de mortalidade infantil é muito baixa, sendo que algumas registram médias inferiores a 3 mortes para cada mil nascidos, como o Japão, Islândia, Finlândia, Suécia, Noruega e Cingapura.