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Jornal Diário de Suzano - 25/02/2024
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Editorial

Transportes pelo Brasil

04 janeiro 2023 - 05h00

O Brasil é um País com dimensões continentais, apresentando uma larga extensão norte-sul, além de uma grande distância no sentido leste-oeste em sua porção setentrional. Por esse motivo, é necessária uma ampla rede articulada que ligue os diferentes pontos do território nacional a fim de propiciar o melhor deslocamento de pessoas e mercadorias.
Os meios de transportes devem ser interligados e marcados por opções para os cidadãos que vão utilizar. O setor caminha no País e precisa avançar.
Os transportes no Brasil reúnem os mais diversos tipos de meios: terrestres, aquáticos, dutoviários e aéreos. Entretanto, o transporte mais utilizado no País, seja para o transporte de carga ou de pessoas, é, sem dúvida, o transporte terrestre rodoviário, realizado pelas estradas e rodovias, por veículos como carro, ônibus, caminhão, dentre outros.
Ontem, com o novo governo Lula, o setor começou a definir seus planos.
O ministro dos Transportes, Renan Filho, disse, ao assumir o cargo, que vai apostar na ampliação da malha ferroviária para cargas pesadas. Segundo Renan, no curto prazo, devem ser feitas revisões de contratos para destravar obras em rodovias com recursos privados.
Renan Filho mencionou ainda a necessidade de impulsionar concessões. Ele prometeu apresentar em 15 dias um plano de ação para os primeiros 100 dias à frente da pasta dos Transportes. As informações são da Agência Brasil. 
Segundo ele, será necessário se debruçar sobre os contratos dos 15 mil quilômetros de rodovias concedidas e ampliar a participação do setor privado para agilizar essa tarefa.
Investiremos com critério onde precisa ser investido e contaremos com o setor privado para dar o impulso necessário ao programa de concessões.
O novo ministro citou levantamento recente da Confederação Nacional do Transporte (CNT) segundo o qual 66% da malha rodoviária brasileira encontra-se em condições péssimas, ruins ou com algum problema de circulação.
Segundo ele, estima-se que a recuperação da malha, demandaria R$ 100 bilhões em investimentos. 
“Só para ilustrar, a má condição da malha consome, anualmente, 1 bilhão de litros de diesel desnecessariamente”, acrescentou o ministro.
Ainda assim, ele afirmou que os exemplos pelo mundo mostram ser insustentável o transporte contínuo e crescente por via rodoviária, ante a larga produção agrícola e de minérios do Brasil. “O caminho para resolver o problema, todos sabemos, é ampliação da malha ferroviária”, frisou o ministro.
Renan ainda apontou a queda nos investimentos observada nos últimos quatro anos, que foi confirmada por seu antecessor, Marcelo Sampaio. 
É importante que o setor de transportes recebe investimentos. Que as cidades possam ser contempladas com ajuda federal no sentido de garantir melhor acesso aos seus habitantes.