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Jornal Diário de Suzano - 19/05/2024
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Editorial

Vacina contra HPV

11 abril 2024 - 05h00Por editoracao

O HPV é um vírus cuja abreviatura significa papilomavírus humano. 
Médicos afirmam que existem diversos subtipos deste vírus, que podem causar desde verrugas em pele e mucosas até lesões precursoras de câncer. 
Os HPV são classificados em tipos de baixo e alto risco para câncer. 
Nesta semana, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES/SP) adotou o esquema do Ministério da Saúde, que prevê dose única para vacina contra o HPV no Sistema Único de Saúde (SUS). A recomendação é para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. O objetivo é ampliar a cobertura vacinal nessa faixa etária.
Imunossuprimidos e vítimas de violência sexual, que também podem receber a vacina do HPV na rede pública de saúde, continuarão com o esquema recomendado anteriormente, de duas ou mais doses, conforme cada caso.
De acordo com o Governo do Estado, distribuída gratuitamente pelo SUS, a vacina contra o papilomavírus humano dos subtipos virais 6, 11, 16 e 18 (recombinante) é a principal forma de prevenção contra o aparecimento do câncer do colo de útero. Os tipos 16 e 18 contidos na vacina causam cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero, que é a quarta maior causa de morte entre as mulheres no Brasil.
Infelizmente, segundo especialistas, o Brasil segue a adesão abaixo da média e, por isso, a nova estratégia pode ampliar a cobertura vacinal.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 80% da população sexualmente ativa será contaminada, em algum momento da vida, pelo HPV, vírus responsável pela infecção da pele ou mucosa (oral ou genital) de homens e mulheres, sendo transmitido majoritariamente por meio de relações sexuais. A maioria das pessoas não apresenta sintomas e sequer sabe que estão infectadas, tendo em vista que o vírus pode passar anos sem manifestar-se no organismo.
De acordo com os dados da SES, a cobertura vacinal em todo o estado até 2023 foi de 77,1% na primeira dose para meninas, caindo para 60,6% na segunda dose. Já para os meninos, a cobertura vacinal no ano passado foi de 53,2% na primeira dose.