quinta 22 de fevereiro de 2024Logo Rede DS Comunicação

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 34,90 por mês, no plano anual.

Ler JornalAssine
Jornal Diário de Suzano - 22/02/2024
Envie seu vídeo(11) 4745-6900
Editorial

Vacinados com três doses

02 fevereiro 2023 - 05h00Por editoracao

A vacinação é, sem dúvida, muito importante. Ao vacinar a população, a incidência de determinada doença cai. À medida que toda a população vai sendo vacinada, os índices reduzem até que nenhum caso seja mais registrado, pois toda a população está protegida.
Apesar de parecer, muitas vezes, impossível proteger toda a população, a imunização tem dado resultados no Brasil e no mundo. No Brasil, por exemplo, já ocorreu a erradicação da poliomielite e da varíola graças à utilização de vacinas. Além disso, segundo a Fundação Oswaldo Cruz, ocorreu a eliminação da circulação do vírus autóctone do sarampo em 2000 e da rubéola desde 2009. Outras doenças também tiveram seus casos reduzidos.
Nesta semana, o Governo de São Paulo apresentou o trabalho, publicado no Journal of Medical Virology que mostra ainda que os vacinados com três doses possuíam mais anticorpos capazes de neutralizar o coronavírus do que os voluntários que não haviam completado o esquema vacinal ou mesmo os que já haviam tido a doença previamente. Mais de 80% dos infectados do estudo não tinham tomado a terceira dose. Desde 2020, o Estado de São Paulo e o País lutam na tentativa de garantir vacinas e aumentar a população protegida.
Ainda que alguns dos testados previamente infectados pudessem apresentar uma maior quantidade de anticorpos que reconheciam o vírus, os vacinados com três doses possuíam uma melhor qualidade de anticorpos, ou seja, que não apenas reconheciam como efetivamente neutralizavam o Sars-CoV-2, conta à Agência Fapesp Jaime Henrique Amorim, professor da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), que coordenou o estudo junto com Luiz Mário Ramos Janini, professor da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp) apoiado pela Fapesp.
Só para se ter ideia, as amostras foram coletadas na cidade de Barreiras, no oeste da Bahia, durante um surto da ômicron ocorrido entre janeiro e março de 2022. Pacientes que chegavam a uma unidade de saúde com sintomas gripais tinham coletadas amostras de swab nasal. A maior parte teve colhidas ainda amostras de sangue.
Os vírus presentes nas amostras foram isolados e sequenciados, confirmando que eram da cepa ômicron. Os pesquisadores então separaram amostras do soro do sangue dos pacientes para testar a ação dos anticorpos sobre essa variante e sobre a cepa original de Wuhan, que deu origem à pandemia. Portanto, a vacinação é um dos métodos mais seguros para combater doenças infecciosas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 2 a 3 milhões de mortes são evitadas a cada ano devido à vacinação.