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Jornal Diário de Suzano - 23/11/2017
mrv

WhatsApp ‘segurança’

21 ABR 2015 - 08h00

A tecnologia tem sido utilizada a serviço da segurança pública. Muitas, é verdade, ela também é ‘capturada’ por bandidos que a utilizam como forma de aumentar a criminalidade.

Na edição de hoje, o DS traz um fato inusitado. Por falta de policiamento nas ruas e uma onda de assaltos a veículos e a residências, os moradores da Nova Poá, em Poá, foram obrigados a tomar medidas para garantir a segurança da vizinhança e tentar diminuir os casos. Eles criaram um grupo no aplicativo WhatsApp para monitorar a vizinhança. (O DS traz os detalhes na edição de hoje).

A ideia surgiu depois que os casos de roubo a veículos começaram a ser comuns na Rua Antonio Bicudo e proximidades. Um dos casos aconteceu na semana passada, quando bandidos invadiram uma casa e levaram aparelhos eletrônicos por volta das 5 horas. O grupo foi batizado com o nome 'Amigos da Bicudo' e tem 39 pessoas.

A tecnologia tem sido utilizado a serviço da segurança não somente no Brasil. Alguns governos e a sociedade civil latino-americana estão aproveitando a revolução digital para desenvolver abordagens inovadoras e dinâmicas para responder aos desafios provocados pela violência que assola a região há décadas.

É o que comprova o mais recente estudo do Instituto Igarapé, “Prevenindo a violência na América Latina por meio de novas tecnologias”, com um capítulo específico abordando os resultados do Smart Policing Project, uma parceria do Instituto Igarapé com o Google e a Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ). O objetivo do projeto é explorar formas de melhorar a transparência da polícia por meio da tecnologia.

Há uma série de inovações práticas recentes no uso de TICs para a prevenção e redução de vários tipos de violência na América Latina. Algumas delas são implementadas por governos e cidadãos para resolver a questão da violência ligada ao crime organizado e a gangues envolvidas com narcóticos. Outras são mobilizadas por agências internacionais e organizações locais não governamentais e são endereçadas a formas mais veladas de violência, como a interpessoal, doméstica e infantil.

No caso de Poá, a tecnologia, via redes sociais, dará resultado importante no combate ao crime.

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