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Nacional

Ex-presidente do Detro, Rogério Onofre se entrega à polícia no Rio de Janeiro

Onofre, segundo a acusação, tinha poder de decisão sobre o aumento da tarifa dos ônibus e recebeu cerca de R$ 44 milhões

26 agosto 2017 - 18h21Por Flávia Villela – da Agência Brasil

O ex-presidente do Departamento de Transportes do Rio de Janeiro (Detro), Rogério Onofre, se entregou neste sábado (26) à Polícia. Ele estava foragido desde ontem após novo mandado de prisão contra ele, expedido pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal do Rio de Janeiro. De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, ele está na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, zona norte.

Ele havia sido solto na quinta-feira (24) por habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Rogério Onofre foi preso em julho, acusado de participar de esquema de corrupção envolvendo empresas de transporte público no estado.

As investigações do Ministério Público apontam que o pagamento de propinas a políticos e agentes públicos chegaram a R$ 260 milhões entre 2010 e 2016. Rogério Onofre, segundo a acusação, tinha poder de decisão sobre o aumento da tarifa dos ônibus e recebeu cerca de R$ 44 milhões.

Na decisão, Bretas atendeu o pedido do Ministério Público Federal (MPF) de prisão preventiva de Onofre, pela existência de fatos novos no processo, por ameaças do réu a dois empresários envolvidos no caso, Nuno Coelho e Guilherme Vialle, de quem ele comprou imóveis para ocultar patrimônio, segundo o MPF. As ameaças foram gravadas em áudio e mensagens de texto anexados ao processo.

A medida representa mais um capítulo no embate jurídico travado entre Bretas e o ministro do Supremo Gilmar Mendes, que usou a metáfora de que "é o cachorro quem balança o rabo", e não o contrário, referindo-se à instância inferior do juiz Marcelo Bretas do Rio de Janeiro.

A frase causou polêmica e na quinta-feira e gerou um ato público em apoio a Bretas, na Justiça Federal do Rio, com as presenças de juízes federais, procuradores da República, políticos, artistas de televisão e cantores.

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