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Nacional

Palocci é condenado a 12 anos de prisão em inquérito da Lava Jato

26 junho 2017 - 11h19Por De Brasília

O juiz Sérgio Moro condenou o ex-ministro Antonio Palocci a 12 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.  A sentença saiu no processo que apura se Palocci recebeu propina para atuar em favor do grupo Odebrecht entre 2006 e 2013. 

A sentença é desta segunda-feira (26). Esta é a primeira condenação de Palocci na Lava Jato. Ainda cabe recurso.

Moro determinou a interdição do ex-ministro para exercício de cargo ou função pública. "Em decorrência da condenação pelo crime de lavagem, decreto, com base no art. 7º, II, da Lei nº 9.613/1998, a interdição de Antônio Palocci Filho, para o exercício de cargo ou função pública ou de diretor, membro de conselho ou de gerência das pessoas jurídicas referidas no art. 9º da mesma lei pelo dobro do tempo da pena privativa de liberdade", diz trecho da sentença. 

Palocci está preso em Curitiba desde setembro de 2016, quando foi alvo da 35ª fase da Lava Jato, denominada de Operação Omertà.  

Ação

A ação apontou pagamentos de US$ 10.219.691,08 em propinas, referentes a contratos firmados pelo Estaleiro Enseada do Paraguaçu - propriedade da Odebrecht - com a Petrobrás, por intermédio da Sete Brasil. Os pagamentos teriam sido efetuados pelo Setor de Operações Estruturadas das Odebrecht, no qual Palocci era identificado como "Italiano". 

Os delatores da Odebrecht confessaram que Palocci era "Italiano", e que era responsável pelo "caixa geral" de acertos de propinas entre o grupo e o PT. Os pagamentos foram feitos sob supervisão de Palocci, entre 2012 e 2013, para João Santana. Foram condenados ainda os marqueteiros do PT João Santana e Monica Moura, o ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto, o ex-diretor da Petrobras Renato de Souza Duque, os ex-executivos da Sete Brasil João Carlos Ferraz e Eduardo Vaz Musa, o empresário Marcelo Bahia Odebrecht, e Hilberto Silva Mascarenhas, Fernando Migliaccio, Luiz Eduardo Soares, Marcelo Rodrigues e Olívio Rodrigues.

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