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Jornal Diário de Suzano - 24/11/2017
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PF pede transferência de presos da Lava Jato para sistema carcerário

21 MAR 2015 - 08h00

 A Polícia Federal solicitou ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Criminal de Curitiba, que conduz os processos relativos à Operação Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal do Paraná, que os presos envolvidos no esquema de corrupção sejam transferidos da superintendência da PF para o sistema carcerário daquele Estado.

A iniciativa deve-se ao número elevado de presos que têm superlotado a carceragem da PF em Curitiba. Os presos da Lava Jato já demonstraram, por meio de seus advogados, preferência por ficar na superintendência quando surgiram boatos de que estavam em situação de constrangimento. Entre os presos estão 11 executivos de empreiteiras, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e o doleiro Alberto Youssef. O juiz ainda não se manifestou sobre o pedido.

Moro também revogou a prisão temporária de três investigados por participar no esquema de desvio de dinheiro da Petrobras. Foram beneficiados Lucélio Góes, filho do doleiro Mário Góes, e Dario Teixeira Alves Junior e Sonia Mariza Branco, suspeitos de serem subordinados do lobista Adir Assad.

Em ambos os casos, o juiz afirma que a prisão temporária, que tem prazo máximo de cinco dias, cumpriu seu objetivo de "preservar a colheita da prova". Ele também considera que as provas poderiam impor aos investigados um pedido de prisão preventiva, mas pondera que, "como medida extrema e a bem da presunção de inocência, não deve ela ser prodigalizada, devendo ser reservada àqueles com participação mais relevante na prática dos crimes".

O juiz determina, após a revogação da prisão, obrigação de comparecer aos atos do processo e não deixar a residência por mais de 30 dias, mudar de endereço ou deixar o País sem prévia autorização da Justiça. O descumprimento das medidas cautelares pode levar à decretação de prisão preventiva.

Lucélio e o pai, Mário Góes, foram presos na última segunda-feira, na décima fase da Operação Lava Jato, batizada de Que País é Esse?. Mário é acusado de ser carregador de dinheiro para o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, que voltou a ser preso nesta semana.

Dario Teixeira Alves Junior e Sonia Mariza Branco são suspeitos de trabalhar para o lobista Adir Assad, que já foi investigado pela Polícia Federal no caso Delta, em 2012. Tanto Mário Góes como Assad negam participação em irregularidades.

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