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Jornal Diário de Suzano - 23/11/2017
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Terremoto no Nepal mata mais de mil e causa avalanche no Everest

26 ABR 2015 - 08h00

Um forte terremoto atingiu o Nepal e criou tremores no norte da Índia ontem, deixando mais de 1,3 mil mortos, contabilizados até o fechamento desta edição. O tremor também acabou derrubando uma histórica torre do século 19 na Capital Katmandu e gerando uma avalanche no monte Everest. Houve informações de devastação nas áreas montanhosas isoladas após o terremoto de magnitude 7,8, o pior em 81 anos, com seu epicentro a 80 km da segunda maior cidade do Nepal, Pokhara.

Um colapso nas comunicações dificultava os esforços de ajuda, levantando temores de desastre humanitário no pobre país do Himalaia com 28 milhões de habitantes. Um oficial da polícia disse, ontem à tarde, que o número de mortos no Nepal atingiu mais de mil pessoas, sendo mais da metade deles no Vale de Katmandu. Outras 36 mortes foram registradas no norte da Índia, 12 no Tibet chinês e quatro em Bangladesh.

O turista indiano Devyani Pant estava em uma cafeteria de Katmandu com amigos quando "de repente as mesas começaram a tremer e os quadros caíram das paredes". "Eu gritei e corri para fora", disse à Agência Reuters por telefone.

"Estamos agora recolhendo os corpos e levando os feridos para a ambulância. Estamos sendo forçados a colocar os corpos um em cima do outro para que caibam." Uma autoridade turística disse que ao menos oito pessoas morreram quando uma avalanche desencadeada pelo terremoto atingiu a base de montanhistas no Everest, mais alta montanha do mundo. A estimativa é de que cerca de 300 mil turistas estrangeiros estão no Nepal para a temporada de alpinismo, e autoridades recebiam ligações de amigos e familiares preocupados.

Brasileiro

"Fui o último a sair; a loja quase me engoliu", relatou o jornalista Gustavo Junqueira, de Ribeirão Preto (SP) à mulher, Sonia Maggioto, nas poucas mensagens que trocaram pelo aplicativo WhatsApp sobre o terremoto deste no Nepal. Junqueira estava com um grupo de cinco brasileiros em turismo em Swayambhunath, o Templo do Macaco, um dos mais famosos pontos turísticos de Katmandu, quando ocorreu o abalo sísmico, cerca de 11 horas no horário local.

"Na conversa curta que tive com o Gustavo, hoje (ontem) pela manhã, ele relatou que estava bem assustado e que foi o último a sair de uma loja no Templo do Macaco, onde estava junto com os brasileiros. Felizmente todos estão bem", disse. "Eu fui o último a sair; quase a loja me engoliu, foi literalmente o que ele me relatou", completou Sonia.

Segundo ela, Junqueira chegou a Katmandu na noite de ontem, após cerca de dez dias no acampamento base do monte Everest - ele é praticante de alpinismo. Em conversa com a Agência Estado antes da viagem, Junqueira, que é ainda triatleta, relatou que não iria escalar o monte e queria apenas conhecê-lo, em um preparativo para outra escalada futura.

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