Uma força-tarefa deve ser criada para investigar a possibilidade de o trio preso por suspeita de matar o motorista de aplicativo Osmar de Souza Prado, no último domingo, 29, durante tentativa de assalto, na Rodovia Índio-Tibiriçá (SP-31), em Suzano, ter cometido outros roubos na cidade. A cooperação policial deve envolver a Delegacia Central, 1° Distrito Policial (DP) de Palmeiras e Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP).
A informação sobre a força-tarefa foi dada pelo delegado Rubens Jose Ângelo, do SHPP de Mogi, durante coletiva à imprensa. Na oportunidade, o delegado deu detalhes quanto a investigação da morte do motorista de aplicativo.
“Haverá essa cooperação para que, deste modo, as delegacias territoriais, possam verificar se eles cometeram mais do que três roubos como dizem. Acreditamos que, pelo modo de agir, o qual bloqueavam a via com o carro, de cor vinho, é um indicativo igual ao de outros delitos na região do Alto Tietê”, pontuou.
Morte de motorista de aplicativo
Segundo o delegado, o trio preso não apontou um motivo para ter atirado e matado o motorista de aplicativo. Para a polícia, o disparo foi por maldade. “Em depoimento informal, eles contam terem interceptado o carro. Depois de a vítima se assustar e acelerar, a pessoa Isaías atirou cerca de três vezes”.
Depois de matar a vítima, o trio ainda roubou outro motorista de aplicativo, e fugiu levando o carro e pertences. A polícia crê que ambos crimes ocorreram por coincidência, e descartaram terem sido planejados.
O delegado ainda comentou sobre o histórico de crimes de Isaías da Silva Santos, 18 anos, Ana Carolina Martins Rechinski, 21 anos, e Jonatas Alves Rodrigues, 18 anos.
“Todos tem passagens na Justiça tanto adultos quanto adolescentes. Para se ter ideia, o Isaías, que confessou ter atirado, chegou a incendiar o carro de uma professora após discussão”, disse Rubens José Ângelo, que complementou afirmando que os indícios apontam que a mulher era quem chefiava o grupo.
“Ela diz que o revólver e a pistola de brinquedo ficavam no lado dela. Quando iam abordar uma vítima, ela dava as armas. E também participava”, finalizou.
A polícia ainda investiga se o grupo teve a ajuda de outros criminosos. E a localização do carro utilizado no crime.
O grupo vai responder pelos crimes de latrocínio, roubo e porte. A Justiça concedeu prisão temporária quanto à investigação do latrocínio.