O julgamento da cabo da Polícia Militar Nagmar Pinheiro Pereira, que aconteceria nesta quinta-feira (27) no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo, foi reagendado para o dia 27 de julho deste ano.
Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o júri popular da mulher apontada como autora do assassinato do próprio esposo, o também cabo da Polícia Militar Neilo Rego Lione, irmão da vereadora de Suzano Gerice Lione (PL), chegou a ser iniciado, mas precisou ser interrompido quando um dos jurados teve um problema de saúde. Por conta disso, o júri foi dissolvido e terá que ser realizado em outra data.
"Um dos jurados teve um problema de saúde e não pôde prosseguir no julgamento. Portanto, o júri foi dissolvido", afirmou o TJ-SP ao DS.
Nagmar é apontada como autora do crime ocorrido em janeiro de 2020. A vítima foi alvejada e teve o corpo parcialmente carbonizado. Cabo Lione foi encontrado dentro de um carro na Estrada Morro do Sabão, no bairro Cabuçu, em Guarulhos. De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o processo corre em segredo de justiça, então mais detalhes sobre a dinâmica do júri não foram divulgados.
A investigação apontou que Nagmar teria recebido ajuda de outra policial. A Corregedoria da Polícia Militar e o Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) de Guarulhos pediram a prisão preventiva de ambas no dia 21 de janeiro de 2020, três dias após o corpo ser encontrado. A família do policial e a Corregedoria acreditam que o crime foi passional.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP), o caso foi investigado por meio de inquérito instaurado pelo SHPP de Guarulhos e relatado à Justiça em março, com a prisão preventiva da esposa da vítima. O inquérito, instaurado pela Corregedoria da PM, também foi concluído e encaminhado à Justiça Militar, cujo teor é de caráter sigiloso. Ainda de acordo com a SSP, "a segunda policial envolvida está em liberdade e desempenha funções administrativas no 5º BPM/M".