O Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) de Mogi das Cruzes prendeu dois homens apontados pelas investigações como autores do assassinato de um corretor, de 28 anos, em julho de 2020, em Itaquaquecetuba.
O crime aconteceu em frente à casa da vítima, no início da noite do dia 24 de julho daquele ano, na Rua Santa Bárbara, na Chácara Dona Escolástica. Bruno Fernandes de Souza foi alvejado 11 vezes pelos criminosos. As balas atingiram principalmente as regiões da cabeça e tórax da vítima.
As prisões dos investigados foram realizadas em cumprimento a mandados de prisão preventiva nas casas deles. Assim, a Polícia prendeu Renaldo Alves Martins, de 55 anos, e Caik Rodrigues da Silva, de 27 anos, vulgo “Muriçoca”.
Um trabalho de inteligência levou a Polícia Civil a descobrir que ambos integram uma organização criminosa que cometeu entre nove e dez homicídios em Itaquá. Em buscas domiciliares, os policiais do Setor de Homicídios de Mogi encontraram, na casa de um deles, uma pistola calibre .9mm com 15 cartuchos íntegros. O exame pericial de confronto balístico realizado com os projéteis encontrados na cena do crime confirmou que a arma encontrada foi a mesma usada para assassinar o corretor.
Assim, o Setor de Homicídios solicitou a prisão preventiva de ambos à 2ª Vara Criminal da Comarca de Itaquaquecetuba. O SHPP teve sucesso nas capturas, os dois foram levados para a delegacia especializada em homicídios em Mogi, foram interrogados e negaram participação no assassinato do corretor.
Investigação
No início de agosto deste ano, o DS trouxe reportagem informando que a Justiça decretou a prisão temporária de outros dois homens por integrarem a mesma quadrilha.
Eles foram identificados durante o desenrolar das investigações do assassinato de Walace Marques Lobato, ocorrido nos mesmos moldes em 14 de outubro de 2020 na Rua San Conrado, no Jardim Califórnia, em Itaquá.
Na ocasião, a vítima estava de motocicleta pela via quando criminosos se aproximaram e começaram a atirar. Depois, eles fugiram.
Os outros dois investigados são considerados foragidos da Justiça e seguem sendo procurados.