Após a prisão de duas pessoas suspeitas de envolvimento em um furto na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Botujuru, em Mogi das Cruzes, a Polícia Civil investiga uma quadrilha que teria pratica o crime em outras cidades, como: Botucatu, Franca, Presidente Prudente e Bauru. Os detidos são suspeitos de pertencerem ao grupo. A informação foi dada durante coletiva de imprensa, na Delegacia Seccional de Mogi das Cruzes, nesta segunda-feira (17).
O crime ocorreu na noite do dia 6 de janeiro. Um homem já havia sido preso pela equipe do 3º Distrito Policial de Mogi das Cruzes e, nesta segunda-feira (17), uma suspeita foi detida, no Centro de São Paulo.
A identificação dos suspeitos foi feita após amplo trabalho de investigação da Polícia Civil e foi possível com a utilização de imagens de câmeras de monitoramento da unidade de saúde. A Secretaria Municipal de Segurança também auxiliou as investigações com informações obtidas junto ao Centro de Operações Integradas (COI).
“A partir do furto ocorrido, a Polícia Civil iniciou um intenso trabalho de investigação, com a participação do centro de inteligência da Delegacia Seccional, o 3º Distrito Policial e apoio da Secretaria Municipal de Segurança. Ficou claro que não estávamos frente a um caso de furto simples, mas de uma quadrilha especializada em furtos de computadores, formada por, no mínimo, três pessoas”, explicou o delegado Alexandre Batalha.
Ele explicou ainda que os dois presos são colombianos e que a mulher, após prestar depoimento, passou por verificação documental para confirmação de sua identidade. Um outro homem está sendo investigadO por participação no furto, mas a quadrilha pode ser formada por mais pessoas.
“A investigação não se encerra aqui. Já foram identificados outros crimes em universidades, nas cidades de Botucatu, Franca, Presidente Prudente e Bauru”, completou o delegado.
O furto na UBS do Botujuru ocorreu na noite de 6 de janeiro. Um casal invadiu a unidade de saúde e furtou 15 computadores, prejudicando o atendimento à população. Com isso, o atendimento ao público precisou ser suspenso no dia 7 de janeiro.
“As pessoas podem pensar que é um crime de menor gravidade, mas foram subtraídos 15 computadores. Com isso, foi suspenso um serviço tão importante quanto o de saúde. Assim, a consequência do crime foi muito grave, prejudicando a população”, disse o delegado seccional, Waldir Corvino Júnior.