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Região

Suzano, Poá e Ferraz descartam demissões de comissionados

06 janeiro 2017 - 07h00 Por Gabriely Machado
Suzano, Poá e Ferraz descartam demissões de comissionados

Na contramão de Itaquaquecetuba, que cortou 500 funcionários comissionados da Prefeitura, as cidades de Suzano, Poá e Ferraz de Vasconcelos descartam a demissão desses profissionais. Já Mogi das Cruzes, está em processo de exoneração com objetivo de economizar R$ 3,5 milhões, mas não divulgou o número de funcionários que perderão seus postos. Apesar disso, as novas gestões das Prefeituras do Alto Tietê estão se organizando e reduzindo custos para o novo mandato. Ações como cortes de gratificações de funcionários públicos, corte de hora extra e redução de secretarias também foram adotadas. Em Suzano, o prefeito anunciou o corte das gratificações dos funcionários públicos e as horas extras, além da reestruturação administrativa para economizar pelo menos R$ 1,5 milhão ao ano. O executivo afirma que não há previsão de cortes de comissionados. "A reorganização do organograma tem como função tornar a municipalidade mais funcional e ágil, gerando economia aos cofres públicos sem prejuízos destinados à população". No último dia de gestão do ex-prefeito Paulo Tokuzumi (PSDB), 87 servidores foram dispensados. O município de Ferraz afirmou que até a presente data, nenhuma exoneração foi oficializada. Apesar disso, o prefeito José Carlos Fernandes Chacon (PRB), o Zé Biruta, já anunciou em sua posse que o município tem mais de R$ 300 milhões em dívidas. Uma das medidas para reduzir custo adota é a redução de secretarias. No último ano eram 18 pastas e a nova gestão terá apenas 12. Poá também divulgou que não há cortes previstos. Na gestão anterior, foram cortados 186 cargos. CORTES A Prefeitura de Itaquá realiza um processo de reestruturação e reorganização. Para isso, foram demitidos cerca de 500 funcionários comissionados, entre a última terça e quarta-feira. De acordo com a atual administração, "essa medida se faz necessária para o reequilíbrio financeiro da municipalidade devido à crise econômica que afeta o país e atinge principalmente os municípios". A gestão municipal pretende economizar cerca de R$ 2 milhões com essa decisão. A Prefeitura esclarece ainda, que apesar das demissões os serviços estão funcionamento normalmente em todos os setores da administração. Mogi das Cruzes Já a Prefeitura de Mogi, informou que as exonerações de comissionados fazem parte da reorganização administrativa em razão da crise econômica, mas não divulgou o número de pessoas que perderão seus postos. As demissões feitas resultarão em uma economia de cerca de R$ 3,5 milhões até o final deste ano. A administração afirma que o contingenciamento, com o objetivo de reduzir custos, é linear e atinge várias secretarias e incluem ainda revisão de contratos e prestação de serviços. Se for necessário, a Prefeitura de Mogi poderá efetuar novas dispensas para adequar receitas e despesas.

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