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Região

Com apoio de Escola da Cidadania, projeto leva professor às casas dos alunos

12 março 2017 - 08h00 Por Gabriely Machado
Com apoio de Escola da Cidadania, projeto leva professor às casas dos alunos

Um projeto educacional que prevê visitas de professores da rede pública às casas dos estudantes será apresentado aos prefeitos das cidades do Alto Tietê. Trata-se do “Comunidade Educadora”, idealizado pelo Instituto Cultiva, com apoio da Escola da Cidadania, ligado à Paróquia São Sebastião, em Suzano. O projeto, que teve início na cidade de Contagem (MG), foi reconhecido pela Unesco, por sua eficácia. As escolas reduziram a evasão escolar e perceberam melhora no interesse dos estudantes pela sala de aula. De setembro do ano passado para cá a evasão escolar caiu 92% e a indisciplina, 86%. O desempenho dos estudantes melhorou. As notas aumentaram 64%. O projeto funciona com cada escola elegendo um articular-educador comunitário. Ele fica responsável por ir à casa do estudante, que apresenta algum tipo de problema em relação aos estudos. “É eleito um comitê na escola que faz o encaminhamento do aluno”, explicou a diretora do Instituto Cultiva, Márcia Martins Ramalho. Segundo ela, a ideia é de também tentar organizar a rede de ensino garantindo que as visitas às residências aconteçam por parte dos professores. Ela disse que o projeto dura, geralmente, um ano. Nesse período, o instituto realiza a formação dos articuladores-professores. Segundo ela, nas cidades em que o projeto deu certo, mais de 3,5 mil famílias receberam visitas. ROTINA Os articuladores comunitários devem identificar os alunos com dificuldades, visitar as famílias, ouvir os problemas, propor soluções e, ainda, garantir o acompanhamento. Após as visitas e uma série de conversas, os articuladores fazem o diagnóstico do perfil das famílias. A escolha dos estudantes a serem visitados leva em consideração critérios observados pela escola: queda brusca do rendimento escolar, sinais de abandono (não acompanhamento das atividades escolares), sinais de casos de violência, região de residência de alto risco ou vulnerabilidade. Fernando Terao, do Conselho Administrativo da Escola de Cidadania “José de Souza Candido” da Diocese de Mogi das Cruzes, elogia o projeto. “O Comunidade Educadora é importante porque envolve toda a comunidade, educadores em prol de um único objetivo que é melhorar a educação”, disse.

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