O prefeito de Poá, Gian Lopes, se reúne na Confederação Nacional dos Municípios (CNM), em Brasília, junto com caravana de Poá de 150 pessoas, para protestar contra a nova lei do Imposto Sobre Serviços (ISS) que vai retirar R$ 500 milhões de recursos da cidade em quatro anos.
Gian faz parte da mesa de trabalhos da CNM, ao lado do vice-prefeito Marcos Ribeiro da Costa, o Marquinhos Indaiá, do presidente da Câmara de Poá, Welson Lopes, do primeiro-secretário da CNM, Eduardo Tabosa, e do presidente da Associação Paulista de Municípios (APM), Carlos Cruz.
De acordo com as novas regras, o pagamento do ISS passará a ser feito nos municípios em que os serviços das empresas são prestados, e não mais nos municípios que as sediam. Com esta alteração, a cidade de Poá deixará de arrecadar cerca de R$ 150 milhões por ano. A caravana de Poá vai seguir para o Congresso Nacional.
De acordo com Gian, Poá foi muito prejudicada, porque os impostos de todas as transações do Banco Itaú feitas no País, como compras em cartão de crédito, débito e consórcios deixam de ser recolhidos na cidade.
"Todos os setores serão prejudicados porque é uma perda de cerca de R$ 150 milhões por ano, R$ 500 milhões nos próximos quatro anos. Então pedimos a população, associações de bairro, vereadores, para se juntarem a nós".
A nova lei do ISS altera a forma de recolhimento do tributo: hoje, ele é feito pela cidade onde a empresa tem sede, mas passará a ser cobrado no local de prestação do serviço, assim a receita terá de ser distribuída entre outras cidades no País. Em Poá, o Itaú representa 40% de toda a receita corrente. A cidade é sede das operações de cartões e de leasing do banco.