Os casos de roubos seguidos de morte quadriplicaram de janeiro a julho deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 12 ocorrências computadas, contra três de 2016. As mortes violentas foram registradas em seis cidades do Alto Tietê: Poá, Suzano, Itaquaquecetuba, Ferraz de Vasconcelos, Arujá e Salesópolis. As informações são da Secretaria da Segurança Pública (SSP). Para o especialista em segurança pública e privada, Jorge Lordello, o aumento é resultado de uma série de situações do cotidiano, como o uso de drogas, desigualdade social, desemprego, entre outras.
Os indicadores mostram que Poá é a responsável pelo o maior número de casos da região. De janeiro a julho deste ano, a cidade registrou quatro ocorrências. Em 2016, o município contabilizou dois casos. Conforme publicado pelo DS, o último caso na cidade, que foi do enfermeiro Roner Ferreira Coutinho, 24 anos, que ainda será incluso na estatística de agosto.
Suzano também registrou aumento. De janeiro a julho deste ano, a cidade teve três crimes violentos, enquanto no ano anterior foi apenas um caso.
Os casos de latrocínio – roubo seguido de morte – também foram compilados na cidade vizinha de Itaquaquecetuba. Neste ano, o município teve duas mortes violentas. Em 2016, o município não registrou nenhum caso.
Segundo os dados da SSP, as ocorrências de roubos seguidos de morte também foram observadas em Ferraz de Vasconcelos, Arujá e Salesópolis. As três cidades tiveram apenas um caso neste ano, sendo que no ano anterior não houve nenhum registro.
Motivos
Segundo o especialista em segurança, Jorge Lordello, os aumentos deste tipo de crime não são exclusivos do Alto Tietê. Ele frisa que o latrocínio tem aumentado em todos os estados brasileiros. O motivo seria uma série de situações, como drogas e, até mesmo, o desemprego.
“Pessoas que entram no crime muito cedo, o uso das drogas pesadas, a impunidade, que geralmente, é o menor de idade que mata e, por último, o fato do desemprego. Se somar todos esses fatores, o terreno acaba sendo fértil para o aumento desses casos. O latrocínio é na realidade o acidente do percurso no assalto. É uma agressividade desmedida dos criminosos”, enfatizou.