O vice-prefeito e secretário de Saúde de Poá, Marcos Ribeiro da Costa, o Marquinhos Indaiá, deu detalhes, em entrevista, sobre os atendimentos de pediatria e o funcionamento do Hospital Municipal Guido Guida . O serviço pediátrico da unidade será redirecionado para as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A rede básica recebeu reforço de quatro profissionais, e contará com 19 pediatras distribuídos em oito UBSs. Além disso, destacou que a administração municipal discute a criação de um Pronto de Atendimento (PA) de 24 horas para caso o hospital encerre as atividades.
Segundo o secretário, somente casos pediátricos de urgência e emergência serão atendidos no hospital. E quem vai realizar o atendimento às crianças será um clínico geral. Os outros casos serão encaminhados para as UBSs. “Ou seja, não houve o fechamento do atendimento de pediatria na cidade, e sim realizamos um redirecionamento de profissionais”, disse.
O diretor da Secretaria de Saúde, Walter Guinger, que também participou na atividade destacou que a decisão sobre a pediatria foi necessária devido ao alto valor com pagamento de horas-extras que estava sendo registrado no Guido Guida. “A administração municipal contava com pediatras com contrato com prazo determinado de dois anos para atendimento no hospital. E estes contratos venceram e não podiam ser renovados. Como ficamos apenas com os profissionais concursados, vínhamos trabalhando com somente quatro pediatras, em sistema de escala de revezamento, atendendo em média cento e cinquenta pacientes por dia”.
Na entrevista, foi anunciado ainda que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) levará as crianças em casos graves para o Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos ou para a Santa Casa de Misericórdia de Suzano. "Caso pegue uma criança precisando de atendimento com urgência, nosso serviço de remoção, vai levar para esses hospitais. O transporte é de competência nossa. Em caso de demanda espontânea também, o clínico dará o primeiro atendimento e depois a criança será encaminhada", contou Marquinhos Indaiá.
Sobre o possível fechamento do hospital, o secretário disse que a Prefeitura já estuda formas para não deixar a população sem atendimento. "Tornar postos de saúde em 24 horas já foi discutido, pode ser um PA. Não vamos deixar a população sem serviço de saúde”, destacou Marquinhos. "Sempre deixamos claro para a população desde a queda do ISS que sentimos o impacto e sabemos da diferença da verba, que de R$ 87 milhões caiu para R$ 57 milhões. A perda é muito grande. O prefeito nunca quis fechar o hospital no primeiro mandato e vai lutar nessa causa", completou.