Os casos de estupro dobraram no Alto Tietê entre 2016 e 2017. Os dados mostram que as dez cidades registraram salto de 294 para 493 ocorrências, em comparação aos sete meses do ano anterior e o atual. Isto representa um aumento de 67,69% de crimes sexuais na região. Itaquaquecetuba e Mogi das Cruzes são as responsáveis por metade destes casos, totalizando juntas 218 notificações, o que representa 44,22% do total registrado no ano. As informações foram divulgadas, na última quarta-feira (25), pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP).
Em todas as cidades, os crimes sexuais tiveram elevações. Apenas um município manteve os números estagnados, em relação ao ano anterior. As ocorrências de estupro e estupro de vulnerável, quando é cometido contra menores de idade, tiveram maior incidência nos meses de janeiro, abril, agosto e setembro.
Ferraz de Vasconcelos, Poá, Itaquá, Mogi e Suzano são as cidades com o maior número de casos computados. Destes, o município itaquaquecetubense é o que lidera o ranking, totalizando 119 estupros registrados nos sete meses deste ano. Para se ter uma ideia, a cidade teve no ano passado 65 ocorrências, o que representa a um aumento de 83,08%.
Em Mogi, por exemplo, as ocorrências de crimes sexuais dobraram. Em 2016, o município teve 39 casos. Neste ano, as nove delegacias existentes na cidade computaram 99 ocorrências no decorrer de 2017.
Já Suzano teve um aumento de 21,33% das ocorrências. Isto porque a cidade registrou 75 casos no ano passado, tendo um salto para 91 neste ano. Os meses com maior número de casos foram setembro, totalizando oito; maio, com sete casos; e março e abril, onde houve seis casos cada.
Das cinco principais cidades, a quarta com o maior número de estupros registrados foi Ferraz, com 55 casos. No ano passado, a cidade ferrazense computou 31 ocorrências. O quinto município neste ranking é Poá, que também registrou o dobro de crimes sexuais. Em 2017, foram 43 notificações, sendo que, no ano passado, foram 28. Um aumento de 53,57%.
Demais cidades
As demais cidades também registraram aumento. Os números são menores do que dos municípios citados acima. Em Arujá, foram 30 casos notificados neste ano, contra 25 em 2016. Em seguida vem Biritiba Mirim, totalizando 21 ocorrências. No ano anterior, o município teve apenas dez casos.
Santa Isabel computou neste ano 16 casos, enquanto no ano passado, foram 15. Guararema teve 13 ocorrências, contra nenhum registro em 2016. Salesópolis foi a única que manteve os mesmos números nos dois anos da pesquisa, com seis casos.