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Região

11,4 mil carteiras de habilitação são suspensas até setembro deste ano no Alto Tietê

Mogi das Cruzes lidera o ranking com carteiras suspensas, registrando 3.561 de janeiro a setembro

12 novembro 2017 - 16h03 Por Lucas Lima - da Região
O Alto Tietê registrou 11.447 carteiras de habilitação suspensas até setembro deste ano. Os números incluem tanto as suspensões por somatória de pontos, quanto às decorrentes de uma única infração que por si só leva à privação do direito de dirigir, como misturar bebida e direção, ultrapassar em 50% a velocidade máxima permitida na via ou praticar racha. As informações foram divulgadas pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP).
 
Mogi das Cruzes lidera o ranking com carteiras suspensas, registrando 3.561 de janeiro a setembro. Os dados de Salesópolis estão contemplados nos da cidade mogiana, já que as habilitações são vinculadas ao município. Suzano vem em seguida com 2.094 suspensas no período. Itaquaquecetuba fica em terceiro lugar, contabilizando 1.968 carteiras penduradas. 
 
Poá, nos primeiros nove meses, computou 1.071 carteiras suspensas. Já Ferraz de Vasconcelos teve 1.142. Arujá e Santa Isabel registraram números elevados também, sendo 816 e 387, respectivamente. Guararema foi a segunda cidade a notificar menos casos, tendo apenas 276 carteiras suspensas. Biritiba Mirim registrou o menor número, sendo 132.
 
Aumento de suspensões
 
O número de suspensões de carteiras de habilitação aumentou 38,33% entre 2015 e 2016 na região. No último ano, 12.181 carteiras foram penduradas. Já em 2015, o Detran-SP suspendeu 8.806. 
 
Processo de suspensão
 
O condutor não tem a habilitação suspensa imediatamente após somar os 20 pontos na habilitação. Ele é notificado pelo Detran.SP sobre a abertura do processo e tem o direito de apresentar defesa em instâncias, conforme garante a legislação federal. O recurso pode ser apresentado de forma online no portal www.detran.sp.gov.br. 
 
Ao ter a suspensão decretada, o cidadão recebe uma notificação para comparecer à unidade do Detran.SP, entregar a habilitação e assinar o termo de suspensão, quando terá início o cumprimento da pena. A partir desse momento, o motorista está impedido de dirigir. Caso conduza qualquer veículo, poderá ter a habilitação cassada por dois anos. 
 
Depois de cumprir a suspensão, a CNH será restituída e o motorista poderá voltar ao volante após apresentar o certificado de conclusão do curso de reciclagem - oferecido pelos Centros de Formação de Condutores (CFCs) de forma presencial ou à distância. Quem tem a habilitação cassada, além da reciclagem, tem de refazer os exames médico, psicotécnico, teórico e prático de direção veicular.

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