O índice de apreensão de armas no Alto Tietê caiu 16,2% na comparação de janeiro a setembro deste ano com o mesmo período do ano passado passando de 358 (2016) para 300 (2017) artefatos recolhidos nas delegacias de polícia da região. Mogi das Cruzes é a cidade que apresenta mais casos entre janeiro e setembro deste ano, com 85 apreensões.
O município também liderou o ranking em 2016, com 127 armas apanhadas durante o mesmo período analisado. Para especialistas, a queda no índice é tendência em todo o território nacional. Em Suzano, 63 apreensões foram verificadas.
Itaquaquecetuba aparece em seguida, com 52 armas, e Ferraz de Vasconcelos com outros 38 artefatos recolhidos das ruas. No Alto Tietê, seis cidades apresentaram queda neste valor. Segundo o especialista em segurança pública e privada, Jorge Lordello, os números diminuíram em todo o País e geram um dado estatístico passível de maiores investigações.
Lordello alerta quanto à tecnologia empregada por criminosos para evitar que a polícia chegue até as armas. "Hoje há aplicativos capazes de informar a existência de policiais na via. Assim como a polícia tem mecanismo que ajudam na apreensão, o outro lado também tem recursos para evitar esse encontro com as viaturas. Seria essa uma das razões que levam à queda no índice nacional".
O especialista destaca os trâmites burocráticos para a aquisição de uma arma de fogo e a impunidade nas ocorrências de porte ilegal. "Para auxiliar a polícia, o Governo Federal deveria alterar a punição no crime de porte de arma. Hoje, se a PM pega um bandido com arma de calibre permitido, uma fiança resolve o problema. No início, era um crime inafiançável", disse.
"Após a fiança, o sujeito adquire outra arma e comete crimes, justamente pelo sentimento de impunidade". Apesar do cenário, Lordello acredita que a queda na taxa de homicídios no Estado de São Paulo representa um resultado positivo. "Foi o único território onde o homicídio diminuiu. De uma maneira ou de outra, a PM paulista retirou mais armas das mãos dos bandidos".