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Região

Regularização fundiária beneficia mais de mil mogianos em 2017

Trabalhos de regularização atendeu os núcleos habitacionais: Jardim Pavão II, Loteamento Braz Cubas e Vila Municipal

28 dezembro 2017 - 07h15 Por De Mogi
Os trabalhos de regularização fundiária, desenvolvidos pela Prefeitura de Mogi das Cruzes por meio da Coordenadoria de Habitação atendeu, em 2017, três novos núcleos habitacionais. Foram eles: Jardim Pavão II, Loteamento Braz Cubas e Vila Municipal. O procedimento, que concede segurança jurídica a famílias assentadas em núcleos habitacionais sem a devida documentação de seus imóveis, é uma das prerrogativas de atuação da atual gestão e terá continuidade em 2018.
 
Residem nesses três locais 134 famílias, o que representa aproximadamente 575 pessoas diretamente beneficiadas pelos trabalhos. Porém os trabalhos desse ano, considerando também as entregas de documentação a moradores de núcleos previamente regularizados, beneficiaram um total de 1.100 pessoas.
 
Um dos destaques foi o trabalho realizado no Loteamento Braz Cubas, que faz parte dos terrenos devolutos existentes na cidade. Terras devolutas são terras públicas sem destinação pelo poder público e que em nenhum momento integraram o patrimônio de um particular, ainda que estejam irregularmente sob sua posse. O termo devoluta relaciona-se ao conceito de terra devolvida ou a ser devolvida ao Estado.
Mogi das Cruzes foi a primeira cidade da região a conseguir concluir a regularização de um loteamento de terra devoluta, o que lhe rendeu congratulações por parte do Governo do Estado, por meio do programa Cidade Legal.
 
Além do Loteamento Braz Cubas, a Prefeitura conseguiu concluir em 2017 as regularizações do Jardim Pavão II, numa continuidade ao trabalho que já havia sido feito no Jardim Pavão I. O bairro é fruto de uma ocupação espontânea de área pública municipal, iniciada há mais de 30 anos. O processo de regularização ali foi principiado no ano de 2010 e concluído em 2015 (Jardim Pavão I) e 2017 (Jardim Pavão II). Foram ao todo 41 lotes regularizados.
 
Outro local que já tinha um trabalho em andamento e que pôde ser concluído neste ano foi a chamada “Quadra Q”, da Vila Municipal. O bairro foi o primeiro local da cidade a ter a regularização fundiária concluída, nos idos de 2009. Trata-se de um loteamento implantado a partir da década de 80 e que foi rapidamente ocupado, porém sem os devidos registros em cartório. A situação de irregularidade durou quase 30 anos. Restou, contudo, o passivo referente a uma quadra do bairro, onde residem 37 famílias. Agora, portanto, a situação fundiária do local está equacionada.
 
Além das regularizações que foram concluídas em 2017, a Coordenadoria de Habitação também deu sequência às entrega de documentos de comprovação de propriedade para famílias que habitam terras previamente regularizadas pelo poder público municipal. Assim, receberam títulos de propriedade e de legitimação de posse 470 moradores da Vila Paulista da Estação Alta (núcleos I e II) e mais 85 condôminos do CDHU da Vila Cléo.
 
Para 2018, a expectativa é concluir o procedimento em locais como Ruas Projetadas do Rodeio, Jardim Jussara, Vila Cintra, Jardim das Bandeiras, CDHU Toyama, Vila Moraes, Jardim São Francisco e Jardim Pavão III. Com isso, serão mais cerca de 2 mil famílias que enfim poderão comprovar a propriedade sobre seus imóveis, colocando um ponto final a anos de temor e incerteza.

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