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Região

Vigilância confirma morte de macaco em área de mata no Cambiri

Após a constatação da morte do animal, investigação começou a ser feita por causa da suspeita de febre amarela

30 dezembro 2017 - 11h08 Por De Ferraz
A Vigilância Sanitária de Ferraz de Vasconcelos confirmou na tarde desta sexta-feira (29) a morte de um macaco em uma área de “reserva” e mata no bairro do Cambiri. A suspeita de febre amarela não está descartada.
 
Por conta disso, a necrópsia do animal foi feita na manhã de ontem. Um veterinário do setor de Zoonoses retirou as vísceras do macaco que serão encaminhadas para o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo.
 
O resultado do exame apontará a causa da morte do animal. Ainda não há prazo para o resultado. Acredita-se em mais de 15 dias.
 
Vacinas
A Secretaria de Saúde informou que todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) estão vacinando as pessoas, sem restrição. O morador que encontrar um macaco morto deve acionar imediatamente o Setor de Zoonoses e não se aproximar ou mexer no animal. 
 
Na semana passada, após constatar casos de macacos mortos, em São Paulo, o secretário de Saúde do Estado, David Uip ressaltou ainda que os primatas são sinalizadores do avanço da doença e que a população não deve atacá-los. “Isso é um absurdo. Primeiro por matar um macaco e, segundo, porque ele é o nosso agente de diagnóstico epidemiológico. Nós estamos nos antecipando muito por ter conseguido o diagnóstico através do macaco.”
 
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a velocidade dos vetores é um “pouco maior do que nós imaginávamos”. 
 
“A febre amarela é uma coisa que nos preocupa muito e há muito tempo. Quem considerou a febre amarela erradicada, teve motivos para considerar, percebe hoje que o vírus talvez seja mais esperto e mais rápido do que as evidências. Por isso, que nós somos tão cautelosos e nos antecipamos muito. Esse vírus tem uma velocidade até surpreendente de passagem de um lugar para outro”.

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