Os Sindicatos da região contam que o ano de 2017 não foi benéfico para a associação e os associados, principalmente para a criação de novos empregos. Além deste, outro ponto destacado para a o balanço negativo foi à implantação da nova reforma trabalhista que, segundo os presidentes, não trará resultados positivos para os sindicatos.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Mogi das Cruzes, Suzano e Região (SintraMog) Josemar Bernardes conta que ano de 2017 foi ruim para o setor de construção. "Esse ano não foi muito bom. Perdemos vários postos de trabalho e com essa reforma trabalhista, acredito que esse fator não irá melhorar tão cedo".
As expectativas da SintraMog para 2018 é uma melhora no setor de construção civil. Bernardes acredita que as criações de novos postos de emprego devem ocorrer, porém, não em número significativos e necessários para atingir uma média.
Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Suzano, Pedro Benites, a reforma trabalhista foi o ponto principal e negativo no balanço anual da associação. Ele acredita que a reforma é um complô para acabar com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Mesmo com a reforma já em vigor, Benites destacou um ponto positivo para a associação este ano. "Para o sindicato o fator positivo ocorreu quando conseguimos renovar nosso Acordo Coletivo de Trabalho e garantimos todas as Cláusulas Sociais e Econômicas. Nós demos um grande salto a favor dos trabalhadores", informa.
Para o próximo ano, o sindicato prevê muito trabalho para, segundo Benites, desmistificar a ideia de que os sindicatos tiveram força reduzida pela reforma. "Além disso, outro ponto a ser destacado para o ano que vem, será a nossa luta para não deixar ser aprovada a reforma da previdência do jeito que o governo quer, pois já foi comprovado que nossa Previdência não tem déficit".
Sobre a criação de novos postos de trabalho, Benites revela que a economia do setor metalúrgico gira hoje em torno das montadoras e se as vendas dos veículos continuarem a crescer, os empregos podem aumentar. "Pudemos perceber nesses últimos meses as vendas de veículos tem aumentado consideravelmente e se continuar assim teremos mais produção e mais aberturas de postos de trabalho", explica.