quarta-feira 30 de setembro de 2026 Logo Rede DS Comunicação

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 34,90 por mês, no plano anual.

Ler Jornal Assine
Jornal Diário de Suzano
Envie seu vídeo (11) 4745-6900
Região

Número de roubo de celulares cai 4,74%; Região tem 20 aparelhos levados por dia

Santa Isabel e Suzano lideram a redução de ocorrências

11 fevereiro 2018 - 09h02 Por Marília Campos - Da Região
A região observou uma queda no número de roubo de celulares, entre 2016 e 2017. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP), o índice deste delito recuou 4,74%, passando de 7.897 casos para 7.523. O que ainda equivale a uma média de 20 celulares roubados diariamente no Alto Tietê. Santa Isabel e Suzano lideram a redução de ocorrências. Foram 365 assaltos a menos no município suzanense, durante o ano passado. Contudo, quatro das dez cidades apresentaram aumento nos registros. Poá teve o maior deles, com um crescimento de 17,36%. Para o especialista em segurança, Jorge Lordello, a eficácia da Polícia Militar (PM) confere a queda nas taxas de criminalidade. 
 
Arujá é a terceira cidade no ranking de redução, com 55 casos a menos. Os assaltados também caíram em Mogi das Cruzes, onde as ocorrências recuaram 6,32%, em comparação a 2016. A variação revela a queda de 64 registros nos distritos policiais de Mogi. Em Itaquaquecetuba houve uma baixa sutil de apenas quatro roubos. Apesar disso, Itaquá ainda é o município com o maior número de casos, chegando a 2.241 assaltos em 2017- ou seja, seis celulares roubados por dia só nesta cidade. Salesópolis se manteve com 12 registros, sendo abril o mês mais violento do ano passado, com cinco ocorrências.
 
Além de Poá, na região também houve aumento nos roubos verificados em Guararema, Biritiba-Mirim e Ferraz de Vasconcelos. No município poanese, os casos saltaram de 772 para 906. Em Guararema, o acréscimo foi de dois registros, enquanto em Biritiba foi de mais um. Já em Ferraz, o aumento é de 11 assaltos, o que significa o crescimento de 0,8% em relação a 2016. 
 
Lordello acredita que o resultado é positivo para o Alto Tietê e confere a situação à eficácia da PM. "É a efetividade da polícia, principalmente na abordagem de suspeitos na rua. A PM de São Paulo é uma que prende. Temos 670 mil presos no Brasil, sendo 245 mil detentos só em São Paulo. Então, a taxa de prisão deste Estado é muito mais elevada, em comparação aos demais. Por este motivo caem os homicídios, furtos, roubos de carro e celular. Eu vejo que há uma efetividade policial, mas também vejo que as pessoas são mais conscientes ao portar celular de maneira segura", opinou. 
 
O especialista alerta dizendo que a melhor dica ainda é não expor os aparelhos em local púbico. "Não fique andando com celular na mão, nem no transporte público é indicado. Eu digo que 95% do conteúdo recebido no celular é lixo eletrônico, não é preciso ter pressa para checar o aparelho a todo instante". 
 
Risco 
Basta uma breve caminhada pela região central de Suzano para encontrar dezenas de pedestres distraídos com o celular na mão. Embora o índice de roubos de aparelhos tenha caído na cidade, os suzanenses ainda se arriscam. Quatro dos seis entrevistados, já foram roubados ou presenciaram tal situação, mas mesmo assim expõem o telefone móvel em locais públicos.
 
A ajudante geral Solange dos Santos já foi assaltada duas vezes e novamente foi flagrada com os olhos atentos no celular, sem ao menos perceber a aproximação da equipe de reportagem na Rua General Francisco Glicério. Para a moradora do Boa Vista, a malha central da cidade é considerada menos perigosa. "Já roubaram meu aparelho no ponto de ônibus e sofri outra tentativa de assalto, mas consegui correr. Nas duas vezes eram lugares pouco movimentados e era muito cedo, estava indo trabalhar. Acho que no centro é mais difícil acontecer, tem mais pessoas".
 
Outra vítima dos assaltantes foi o inspetor de qualidade Afonso Silveira. Ele contou que também foi roubado duas vezes, em Itaquaquecetuba. "Eu estava em uma ligação, chegou um homem armado na moto e levou o aparelho. Na outra vez também aconteceu assim, mas o bandido estava a pé. Fiz Boletim de Ocorrência (B.O) nas duas situações, mas não deu em nada. Hoje eu não invisto mais, meu celular é o modelo mais simples que existe, só para ligações mesmo".
 
O técnico de segurança do trabalho Joaquim Motta foi abordado pela reportagem de forma semelhante, enquanto digitava e segurava uma criança no colo. De acordo com o rapaz, o risco na rua é maior para as mulheres. "Eu também trabalho como Uber e percebi como elas são mais vulneráveis quando presenciei a situação com uma passageira. A mulher entrava no carro quando passaram correndo e tomaram o celular da mão dela. Quando acontece com homem, há mais chances de o assalto dar errado", concluiu.
 
Já na Praça João Pessoa, o técnico florestal Vinícius Di Stefano também se distraíra com o fone ouvido plugado no aparelho. "Nunca fui assaltado, não sei se é sorte, porque a gente realmente viaja com o fone no ouvido. Acho que sou descuidado, apesar de saber dos riscos". Luiz Wilker também estava distraído com o celular no logradouro e conta como foi roubado, em Ferraz de Vasconcelos. "Eu estava na rua quando surgiu um rapaz armado em um carro, ele saiu e assaltou a mim e mais outra pedestre". Já o cabeleireiro Rafael Fernandes diz que optou pelo seguro na compra do aparelho. Com um Iphone 7 nas mãos, o homem diz que investiu R$ 800 no seguro do celular. "O seguro é válido por apenas um ano, essa é minha única precaução tomada. Prefiro gastar R$ 800 que ter de pagar o valor de um Iphone novo, de novo". 
 
Seguro
Um recente levantamento realizado pelo DS junto a lojistas suzanenses apontou que o seguro é adquiro por 40% da clientela que já sofreu assalto. Contudo, a demanda pelo serviço pode atingir 80% conforme a sofisticação do equipamento comprado. Vale ressaltar que, geralmente, o valor desta medida de segurança varia de 18% a 25% do preço original do aparelho. 

Leia Também