As obras do Corredor BRT Perimetral Alto Tietê devem começar por Arujá. O assunto assim como a conclusão do projeto executivo até abril foi abordado pela equipe técnica da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) em audiência pública de apresentação do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) do Corredor Metropolitano. A reunião ocorreu na última quinta-feira, pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente, no Clube União.
Além de Arujá, o empreendimento de mobilidade urbana passará pelos municípios de Itaquaquecetuba, Poá e Ferraz de Vasconcelos - os também tiveram audiências públicas, uma das etapas do licenciamento ambiental. A previsão para começo efetivo das obras é de três anos.
Segundo os técnicos da EMTU e o geólogo Walter Faria, da WALM Engenharia, empresa responsável pelo EIA/Rima, Arujá é o município mais avançado do ponto de vista de projeto e o que tem menos problemas de desapropriação. "É a cidade com o menor número de desapropriação e com perfil diferente das outras, uma vez que suas áreas não têm ocupação", afirmou Faria.
EIA/RIMA
De acordo com o relatório, há nove áreas para desapropriação em Arujá. O investimento na cidade totalizará R$ 114,2 milhões para a construção de um viaduto de prolongamento da Avenida Ângelo Anunciato, uma transposição do Córrego Caputera, estações e terminal de embarque e desembarque e 3,2 quilômetros de viário. Será no município também a implantação do Centro de Controle Operacional do Corredor.