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Região

Junji assume lugar de Maluf e defende bandeiras da Saúde e Educação

21 fevereiro 2018 - 09h00 Por Aline Moreira - De Mogi
O ex-prefeito de Mogi das Cruzes, Junji Abe (PSD-SP) retorna à Câmara Federal após a convocação do presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) para assumir o cargo de deputado federal no lugar de Paulo Maluf (PP-SP) que cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Sendo o primeiro suplente da coligação PMDB-PROS-PP-PSD, passará a ocupar a cadeira na Câmara. Em entrevista concedida nesta terça-feira (20) no auditório do Sindicato Rural de Mogi, Junji falou sobre suas propostas e prioridades que envolvem saúde, educação e segurança pública além de sua posição sobre a reforma da previdência. 
 
Avaliar as situações e ver o que pode ser feito para o Alto Tietê será seu principal objetivo no Congresso Nacional. Em seu discurso inicial, o parlamentar citou fortemente a educação como solução para os problemas sociais e políticos que englobam o País. Para ele, deve ser implantado no Brasil um ensino público com período integral e citou Mogi como cidade exemplo. Também enfatizou as emendas impositivas que serão dividas entre as cidades e comentou sobre atual situação do Hospital Guido Guida em Poá. 
 
"Não é só na saúde, a população poaense está sofrendo reflexos de um orçamento menor. Então eu entendo que se cada parlamentar ajudar creio eu que podemos amparar Poá de alguma forma, principalmente na área da saúde", conta. Vale lembrar que a liberação das emendas indicadas este ano serão pagas somente no orçamento de 2019. 
 
Além destes, outros projetos serão reavaliados. A segurança pública é um dos setores em que o parlamentar dará ênfase. "Ao deixar a câmara federal em meu último mandato, mais de quatro dezenas de projetos foram arquivados, então neste retorno irei examinar projeto por projeto para ver se consigo dar continuidade se não de imediato, mas com o passar dos meses para que novamente possa colocar em tramitação”. 
 
Sobre os processos de improbidade administrativa que responde na Justiça, ele se defendeu dizendo que está com a consciência limpa e que isso não irá atrapalhar seu mandato. 
 
"Eu vejo isso com uma tristeza enorme. Enquanto vereador, três vezes deputado estadual, uma vez deputado federal eu nunca tive um processo de qualquer natureza, agora quando você comanda no Executivo, um erro de ordem administrativa muitas vezes pode acabar culminando num processo. Tem muitos processos em que houveram denúncias infundadas, mas enquanto estiver correndo na Justiça, lamentavelmente eu serei mais um". 
 
Sobre uma futura candidatura, disse não ter condições de falar sobre uma hipotética candidatura à Câmara Federal, mas que é uma pessoa dinâmica e que gosta de cuidar da coletividade. 
 
Intervenção
Segundo o parlamentar, a intervenção federal no Rio de Janeiro é resultado do abuso do regime democrático e da falta de educação de qualidade. "Liberdade é fundamental, mas, além disso, temos que ter responsabilidade e onde vamos encontrar isso? No ensino de qualidade, na educação. É no capital humano que iremos ver a melhora em nossa sociedade”. 
 
Sobre a Reforma da Previdência ele explica que na atual situação em que o País se encontra uma reforma não seria viável. "Estando na crise ou não, a Previdência de qualquer País, se houver longevidade conquistada, a nação como um todo precisa tomar algumas medidas porque a longevidade de um lado e o controle da natalidade do outro faz com que cada vez mais tenhamos menos fundo para manter a previdência de quem merece a aposentadoria. É uma equação difícil. Esse ajuste está vindo em uma hora errada", opina. 

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