A Associação de Pais e Amigos dos Expecionais (Apae) vai retomar o mais breve possível o atendimento clínico de 78 alunos. O convênio assinado é válido por dois anos no valor de R$ 12 mil mensais. Por falta do repasse, o tratamento de fisioterapia e de fonoaudiologia está suspenso há mais de quatro meses. Com isso, de um total de 78 usuários, apenas 33 recebem apoio psicológico.
Para tanto, a entidade filantrópica fundada, em 2005, aguarda somente o dinheiro de a municipalidade cair na conta, o que deve acontecer nos próximos dias para iniciar o processo de seleção de um profissional de fisioterapia e de fonoaudiologia. Aliás, segundo a diretora Lara Benute Nunes, o órgão já está inclusive avaliando alguns currículos. Além disso, ela adiantou que a Apae possui uma lista de espera de 335 candidatos, porém, por falta de recursos não há como reduzir esse número, em breve. O órgão funciona na Rua das Margaridas, 232, na Vila Santa Margarida.
A diretora lamenta ainda o fato de a entidade filantrópica ter espaço físico para atender mais duas salas, ou seja, mais 17 alunos, mas a medida esbarra justamente em não possuir dinheiro para aumentar a quantidade de pessoas atendidas. Lara Nunes e um dos fundadores da APAE, Moacir Elias Viana, recepcionaram o vereador e vice-presidente da Câmara Municipal, Hodirlei Martins Pereira (PPS), o Mineiro nesta terça-feira, dia 27. Na ocasião, eles discutiram, por exemplo, os próximos passos da possível parceria com a Assistência Social local no valor de R$9 mil para beneficiar 50 famílias.
Na realidade, a entidade quer restabelecer o programa de convivência que até janeiro deste ano atendia 18 famílias, contudo, foram dispensadas porque apesar de pleiteado, no ano passado, o convênio fora negado por questões burocráticas. No fundo, mesmo sendo única na cidade, a Apae tem interesse em participar do chamamento público para selecionar o órgão parceiro, conforme determina o novo marco regulatório da assistência social no País. Na atualidade, além da parceria com a Saúde, a entidade recebe R$36 mil por mês da Educação para manter 99 estudantes na escolarização