O Documento Nacional de Identidade (DNI) foi lançado pelo governo federal e prevê a unificação de registros civis, como RG, CPF e título de eleitor. O documento será digital, ou seja, seu acesso será através do celular ou tablet. Inicialmente, ele passará por testes através dos servidores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O novo documento promete praticidade, por concentrar vários registros em um só, e facilidade por oferecer acesso diretamente no celular.
O delegado de Suzano, Edson Gianuzzi acredita que medida de documentação única será de grande importância por causa de sua praticidade. "Essa documentação será mais pratica porque terá todos os dados essenciais. Isso facilitará muito as coisas, essa medida era para ter acontecido há muito tempo". Sobre o documento ser totalmente digital, ele acredita que isso facilitará o acesso. "Vejo essa parte da tecnologia com bons olhos. Vai facilitar muito as coisas".
O advogado e presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Suzano, Wellington da Silva Santos, expressa seu posicionamento em relação à nova documentação. Para ele, a medida será benéfica e evitará burocracias. "A união de todos os documentos será um meio importante para a identificação correta dos brasileiros em todo o território nacional, isso irá evitar burocracias. O documento também servirá para impedir fraudes, principalmente as atuais praticadas contra os sistemas bancários", opina.
Sobre a parte de ser totalmente digital, ela defende dizendo que a tecnologia já faz parte do cotidiano do brasileiro. "A tecnologia hoje já está presente, pois a venda de smartphones vem batendo recorde a cada ano, inclusive superando as vendas de computadores recentemente", acrescenta.
O Poupatempo também se posicionou perante o fato informando que aguarda detalhamento do projeto do DNI para adotar as devidas providências em suas unidades. Acrescentou dizendo que acompanha novas tecnologia, visando melhorar o atendimento a população. "Estamos tecnologicamente preparados para a era digital. Investimos constantemente em novas tecnologias. Até agora já implantamos a coleta biométrica em todas as 72 unidades no Estado de São Paulo. Hoje os cidadãos já são documentados com coleta eletrônica de imagem, assinatura e impressões digitais, dispensando o uso de fotos 3x4 e uso de tinta para impressão de digitais. Em relação DNI, aguardamos detalhamento técnico do projeto", informa.
O governo espera que a novidade esteja disponível para a população em julho. Apesar disso, só metade dos eleitores brasileiros estará apta a solicitar o aplicativo do DNI, pois, para baixar o aplicativo e ter acesso ao documento é preciso ter feito o cadastramento biométrico nos cartórios eleitorais.
População apoia documento único, mas faz exceção quanto à parte digital
O DS foi às ruas questionar a população sobre a implantação dessa nova medida. Muitos acham vantajosa a 'junção' dos documentos de identificação em um só, porém mais da metade compartilhou a mesma opinião sobre ser digital, dizendo que não será viável para todos, principalmente para idosos.
"Acho uma medida excelente juntar tudo em um documento só. Sobre ele ser digital é ótimo para nós que somos jovens e vivemos na geração da tecnologia. Mas para quem é idoso não vai ser vantajoso, pois muitos não tem celular, ainda mais um smarthphone", conta o auxiliar administrativo Luiz Henrique, de 20 anos.
O aposentado Marcos Ferreira, de 47 anos também acredita que o documento digital não será benéfico. "Ter um documento só é muito mais prático. Mas não acho que pelo celular ele irá funcionar, acho que não tem segurança, além disso, a bateria do celular pode acabar quando for utilizar o documento. Acho que deveria ser um cartão, igual o do SUS", opina.
A aposentada Maria do Carmo, de 75 anos explica que para ela, ter um documento só seria ideal, já que costuma andar com todos na bolsa. "É uma economia de espaço. Acho prático, dessa forma eu não preciso tirar vários documentos da bolsa quando vou ao médico. Mas tem que ser em forma de cartão, porque eu não uso celular novo", conta.
Mesmo com dúvidas por parte da população a respeito do documento digital, a auxiliar de cozinha Eliane Lima, de 45 anos aprova totalmente a decisão do governo. "Acho muito vantajoso. Isso vai facilitar a vida de todo mundo, principalmente quem vive esquecendo os documentos. O fato de ser tudo no celular melhora essa documentação em 100%, porque atualmente usamos o celular para tudo", diz.
Já a autônoma Sidneia Aparecida, de 40 anos acredita que decisão de juntar todos os registros em um documento só é 'armação' do governo. "Não acho esse medida favorável. Isso é só uma forma do governo controlar a gente. Acho que deveria ter opção de escolha entre fazer ou não essa documentação nova", opina.