O número de demissões de profissionais rodoviários de Mogi das Cruzes e região teve queda de 71% comparado com 2016 - quando cerca de 700 pessoas foram demitidas. Os dados foram divulgados pelo Sindicato dos Rodoviários de Mogi e Região. "O mês de novembro de 2016 teve altas demissões por causa do cancelamento das linhas intermunicipais", conta o assessor de diretoria do sindicato, Fábio Ferreira. Ele ainda destacou que todas as demissões deste período ocorram sem justa causa e todos os demitidos estavam a menos de um ano no cargo. O motivo seria segundo Ferreira, corte de gastos das empresas.
Já em 2017, o número de demissões é menor, ao todo, 200 pessoas perderem o emprego. Ferreira conta que houve um período de estagnação de janeiro até novembro.
O Sindicato dos Rodoviários de Mogi e região informa que atual situação dos profissionais da área ainda é preocupante, principalmente por causa da crise econômica do país.
Félix de Barros é presidente do sindicato há 5 anos e conta que desde 2015, o quantidade de demissões é maior do que as admissões. "Nosso setor depende de muitas coisas, na produção, na fabricação e na exportação. Sem motorista, o Brasil não anda", conta.
A data-base do setor ocorreu em Maio, e os profissionais da região de Mogi das Cruzes, Suzano, Guararema, Biritiba-Mirim e Salesópolis receberam aumento de 5% em seus salários. De acordo com Barros, o aumento não é satisfatório para atender as demandas de gastos.