O ex-prefeito de Mogi das Cruzes, Marco Bertaiolli (PSD), disse que não aumentaria o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) da cidade mogiana. A afirmação ao aconteceu na semana passada, durante o recebimento do título de Cidadão Suzanense, na Câmara. De acordo com Bertaiolli, recuar é a tendência adotada pelos municípios que aumentaram a cobrança. E, para ele, rever as decisões é um ato de inteligência. Mogi sofreu uma série de protestos no último mês que culminou na redução do limite máximo de aumento, de 60% para 10%. Em Suzano, a última decisão sobre o IPTU fixou o limitador em até 27% e, por enquanto, não há indício de mais reduções.
Bertaiolli opinou sobre os aumento do imposto. "A minha decisão seria nem ter aumentado. Eu sou contra qualquer tipo de aumento de impostos acima de uma média inflacionária".
Para o ex-prefeito e pré-candidato a deputado federal, os brasileiros estão saturados quanto às contribuições. "Todos os prefeitos do Brasil tomaram a decisão de ampliar (o valor cobrado) e tiveram que recuar porque a população não suporta mais aumento de impostos. Isso aconteceu no Brasil inteiro e é de se chamar a atenção que a população está verdadeiramente sufocada com tantos impostos no Brasil".
Em Mogi, o atual chefe do Executivo, Marcus Melo (PSDB), voltou na decisão e reduziu de 60% para 10% o limitador máximo das cobranças de IPTU. A nova medida foi tomada após protestos que ocorreram pela cidade. "A revisão, voltar em uma decisão, é sempre um gesto de inteligência e grandeza", comentou o ex-prefeito.
Eleições 2018
Bertaiolli é pré-candidato ao cargo de deputado federal, nas eleições gerais deste ano, pelo Partido Social Democrático (PSD). Ao ser questionado sobre a possível parceria com demais políticos da região, o mogiano se limitou a dizer que o assunto é recente e ainda não há uniões estabelecidas.
"É muito cedo para falar de eleições. Eu me coloco no meu partido como pré-candidato, na lista enorme do partido para a Câmara Federal, para o Congresso Nacional. Mas vamos esperar para as convenções, para que seja oficializado. Ao ser oficializado, nós vamos pensar nessas coligações depois".