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Região

Alto Tietê registra quase 12 acidentes de trabalho por dia

Mogi das Cruzes lidera a lista com 7.029 ocorrências, sendo que 21% dos acidentes aconteceram durante atividades de atendimento hospitalar

10 março 2018 - 21h42 Por Marília Campos - da Região
O Alto Tietê registrou 21.082 acidentes de trabalho ao longo dos últimos cinco anos. O que significa quase 12 ocorrências por dia. Os dados são do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, desenvolvido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), que realiza o levantamento desde 2012. Neste período, também foram verificadas 106 mortes por essas causas na região.
 
Corte, laceração, ferida contusa e fratura representam a maior parte dos registros. Mogi das Cruzes lidera a lista com 7.029 ocorrências, sendo que 21% dos acidentes aconteceram durante atividades de atendimento hospitalar. A cidade mogiana também possui o maior número de óbitos, chegando a 38 mortes no trabalho. 
 
Em Itaquaquecetuba, 3.895 pessoas se acidentaram no serviço. As ocorrências em atividades de atendimento hospitalar também são responsáveis por 12,4% deste índice. Vinte e cinco pessoas morreram em Itaquá em decorrência do trabalho, entre 2012 e 2017. O município é seguido por Suzano, onde 3.699 trabalhadores se acidentaram. Na cidade suzanense, 6,1% das vítimas se machucaram durante a fabricação de produtos de papel para usos doméstico e higiênico-sanitário, 4,7% durante atividades de atendimento hospitalar e 4,2% na coleta de resíduos não-perigosos. O serviço de correio é o quarto setor mencionado com mais acidentes de funcionários na cidade. Nos cinco últimos anos, o número de mortes em Suzano chegou a 16.
 
Arujá também aparece no ranking, com 2.066 acidentados e 10 óbitos. No município, os incidentes ocorridos durante a fabricação de peças e acessórios para veículos automotores são a maioria. Ferraz de Vasconcelos contou com 1.467 ocorrências dos trabalhadores e quatro mortes. Assim como Arujá, a produção de peças também foi o setor com mais vítimas, sendo 11% do total na cidade. Em seguida, aparecem os registros verificados no comércio varejista de mercadorias em geral. 
 
Superando o número de mortos em Ferraz, Santa Isabel teve nove óbitos e 972 acidentes no trabalho. Desta vez, o maior índice de ocorrências foi no serviço desempenhado na administração pública em geral. Em Poá, mais 953 funcionários se acidentaram e apenas uma pessoa morreu no período estudado. No município poaense, a fabricação de fios, cabos, condutores elétricos isolados e de produtos cerâmicos refratários tiveram 12,3% das vítimas. 
 
Guararema, Biritiba Mirim e Salesópolis somam 1.001 casos. Na primeira cidade, houve três mortes e 747 acidentes no serviço, sendo 10,2% ocorrido durante atividades de atendimento hospitalar e 8% na fabricação de produtos derivados do cacau, chocolates e confeitos. Em Biritiba, foram 159 incidentes, sendo 24,1% no comércio varejista de mercadorias em geral. Salesópolis é a cidade menos violenta, com 95 registros, dos quais 14 aconteceram dentro do comércio varejista de ferragens, madeira e materiais de construção.