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Região

GCM e PM frustra invasões simultâneas em Itaquá; 13 de movimento social são detidos

Dirigentes de movimento cobravam cerca de R$ 20 por cada família, que invadiria local

12 março 2018 - 09h09 Por Marcus Pontes - de Itaquá
Pelo menos, 2 mil pessoas se espalharam para invadirem terrenos de, ao menos, seis bairros de Itaquaquecetuba. O ato era organizado por um movimento social, que cobrava cerca de R$ 20 por cada família para poder dar informações sobre os locais em que as áreas seriam invadidas. As tentativas foram frustradas pela Guarda Civil Municipal (GCM) e a Polícia Militar (PM).
 
Ao todo, 13 pessoas ligadas à este movimento foram detidas e levadas paro o distrito central da cidade. No grupo, um foi identificado como sendo o responsável por arrecadar o dinheiro das famílias. Ele tinha aproximadamente R$ 1 mil em cédulas diversas.
 
Segundo o comandante da GCM, Walter Augusto Silva, as invasões estavam programadas para acontecer entre 6 e 7 da manhã desse domingo (11). Foram apreendidos enchadas, pás, facões e objetos usados para demarcar áreas. “Os bairros escolhidos seriam: Jardim Viviane, Paineira, Maragojipe, Moraes a na Vila Industrial”, disse.
 
Silva frisou que essas invasões simultâneas foram descobertas, portanto, o efetivo foi reforçado. A PM deu apoio às tratativas. Somente em algumas ocasiões, os agentes de segurança precisaram negociar, pois havia resistência das pessoas em não deixar a área. 
 
“Boa parte, ou quase a maioria, era da Zona Leste de São Paulo. De diferentes pontos. Inclusive tinha famílias de bolivianos dentre essas pessoas, que queriam invadir”, finalizou o comandante da GCM quanto o perfil dos invasores.
 
Movimento social
 
As forças de segurança da cidade disseram que o movimento tinha cerca de 3 mil pessoas inscritas. Conforme apurado pelos agentes, o grupo programa a invasão para, depois, adquirí-las por meio de uso capião. Os representantes do movimento que foram detidos deverão responder por estelionato e embrulho possessório.