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Região

Instituto de geologia verifica Mogi-Bertioga

Avaliações na área não descartam a possibilidade de novos deslizamentos

12 abril 2018 - 22h10 Por Marília Campos - De Mogi
A Rodovia Dom Paulo Rolim Loureiro (SP-98), a Mogi-Bertioga, passou por vistoria técnica, nesta quinta-feira (12), após registrar mais um deslizamento de terra na quarta-feira (11). A ocorrência foi no km 98, sentido litoral. A área será submetida à avaliação do Instituto de Geologia que acompanha a situação das recentes quedas de barreira. Em entrevista aos jornalistas, o diretor técnico do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), Deni Loretti Filho, explicou que ainda há possibilidade de novos deslizamentos e que as equipes avaliam as condições de remoção forçada das rochas.
 
A vistoria técnica de ontem envolveu a Defesa Civil e o Instituto de Geologia. Segundo Loretti, a queda é causada pelo excesso de água nas nascentes, além do volume de chuvas que encharca o solo e cria pontos de falha na sustentação. "A água vai infiltrando entre as rochas, são blocos interligados por terra. É quando cria fissuras e, com o próprio peso, se solta". O diretor apontou que a área é monitorada, mas o trabalho não consegue detectar os 'trincos' causados. "Quando tem as cachoeiras, é possível drenar e criar um caminho adequado para a água".
 
A possibilidade de novos deslizamentos não está descartada. Loretti disse que uma das sugestões é a remoção forçada das rochas, que ainda ameaçam cair. O trabalho seria então realizado por pequenas máquinas ou mesmo por cabo de aço. 
 
Ainda sem previsão de liberação da via, uma nova avaliação deve ocorrer na segunda-feira (16). Até o momento, o prejuízo com as recentes quedas chega a R$ 4 milhões. Pago na remoção, limpeza e transporte dos detritos da pista, além da manutenção de estruturas de contenção. "Os problemas que aconteceram agora já estão tendo soluções definitivas, esse muros são obras definitivas". Para o diretor, a duplicação da Mogi-Bertioga é inviável neste caso, uma vez que a rodovia só recebe tráfego intenso em período de alta temporada.
 
Os próximos passos da equipe se baseiam em alcançar o acesso ao lado posterior do muro de contenção, atingido pelo deslizamento desta semana. "É preciso remover as pedras (que bloqueiam a via) e acomodar o que está atrás do muro". A suspeita é de que o movimento das rochas ocorra a 50 metros da estrada. Sendo que o escoamento da água, que provoca a queda de barreiras, esteja a 25 metros dali.

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