A rocha de 200 toneladas que deslizou durante a queda de uma barreira, no quilômetro 89, da Rodovia Dom Paulo Rolim Loureiro (SP-98), a Mogi-Bertioga, foi implodida nesta sexta-feira (13). A informação foi dada pelo comando da Polícia Militar Rodoviária (PMRv). Ainda assim, a expectativa é de que a rodovia fique totalmente interditada até a próxima segunda-feira (16), quando técnicos do Instituto de Geologia, a pedido do Estado, farão uma avaliação sobre os riscos de novos desabamentos na pista.
Nesta quinta-feira, em entrevista aos jornalistas, o diretor técnico do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), Deni Loretti Filho, frisou haver possibilidades de novos deslizamentos na rodovia. Além desta rocha implodida, o DER não descartou a hipótese de remoção forçada de outra grande pedra, que está próximo ao ponto onde ocorreu essa última queda de barreira.
"A queda é causada pelo excesso de água nas nascentes, além do volume de chuvas que encharca o solo e cria pontos de falha na sustenção. A água vai infiltrando entre as rochas, são blocos interligados por terra. É quando cria fissuras e, com o próprio peso, se solta", disse Filho, durante coletiva à imprensa.
Segundo ele, a área vem sendo monitorada, no entanto, o trabalho não consegue detectar os 'trincos'. "Quando tem as cachoeiras, é possível drenar e criar um caminho adequado para a água". A previsão realizada pelo órgão, até o momento, é de que prejuízo com as recentes quedas chega a R$ 4 milhões.
Pago na remoção, limpeza e transporte dos detritos da pista, além da manutenção de estruturas de contenção. "Os problemas que aconteceram agora já estão tendo soluções definitivas, esse muros são obras definitivas".
As rotas alternativas são: Sistema Anchieta / Imigrantes e Tamoios e Oswaldo Cruz